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Um tetra para ninguém contestar: contra Puskás, Cruyff, Maradona e Messi

Em qualquer lista de maiores seleções da história, estarão a Hungria de Puskás e a Holanda de Cruyff. Duas equipes que, mais do que encantar, revolucionaram a maneira de se jogar futebol. Em qualquer lista de maiores jogadores da história, estarão Maradona e Messi. Dois craques de talento indiscutível, com a capacidade impressionante de decidirem sozinhos. Apesar disso, Puskás e Cruyff nunca conquistaram a Copa do Mundo, e Messi talvez também nunca consiga. Desses, Maradona foi o único que triunfou, mas lhe impediram de alcançar o bicampeonato. Todos com um pesadelo em comum: a seleção alemã.

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Porque a Alemanha pode não ter vencido todas as finais de Copa que disputou (são quatro vices), mas sempre que venceu, foi contra um rival incontestável. Uma história que torna ainda maior o tetracampeonato do Nationalelf. Os germânicos podem encher a boca para falar do Milagre de Berna, quando quebraram a invencibilidade dos Mágicos Magiares, por mais que algumas controvérsias cerquem aquele jogo. Ninguém pode tirar o mérito deles sobre a forma como se impuseram sobre a Laranja Mecânica em Munique. E também por segurarem El Diez em Roma, quatro anos depois de terem sofrido com ele na Cidade do México.

É verdade que a Argentina de 2014 não era um time tão temível quanto aquela Hungria ou aquela Holanda. Ainda assim, o gol de Götze quebrou a invencibilidade de Romero, a terceira maior de um goleiro na história das Copas. E havia Messi. Mesmo distante de seu melhor, o camisa 10 ainda sabe ser genial. O seu gol não saiu no Maracanã por detalhes. Ele tentou, mas seu corpo não obedeceu a cabeça a partir da metade final da decisão. A Alemanha afastou o ganhador de quatro Bolas de Ouro de seu maior objetivo.

E mesmo que o Messi atual esteja mais para o Maradona de 1990 do que para o Puskás ou o Cruyff no auge, ainda é Messi. O obstáculo final de uma caminhada que contou com uma vitória fundamental sobre um bom time da França, que tende muito a evoluir nos próximos anos. E a humilhação sobre o Brasil, impondo a maior derrota da história da Seleção justo na Copa em que os brasileiros sonhavam em conquistar em casa. Por mais que esta Argentina possa ser o vice mais fraco no tetra da Alemanha, não houve um 7 a 1 tão categórico quanto o do Mineirão em 1954, 1974 ou 1990.

O peso dos adversários deixados pelo caminho em 2014 já está na história. E só serve para exaltar o poder de decisão de uma geração que, muitas vezes, foi acusada de não ter exatamente esta virtude. Poucos campeões do mundo tiveram tanta tarimba em Copas. Menos ainda com uma campanha tão marcante.