Aquele gol na decisão da Eurocopa de 1988 será sempre a primeira referência ao nome de Marco van Basten. A capacidade imensa de acertar a bola de primeira e, quase sem ângulo, desferir o chute indefensável a um monstro como Rinat Dasaev demonstra perfeitamente o definidor excepcional que foi o holandês – um dos maiores da história na arte de balançar as redes. O talento do centroavante, no entanto, não se limitava ao momento fatal. Sim, ele tinha o dom de finalizar como bem entendesse, e na mais absoluta classe. Mas complementava isso com um controle corporal imenso. Com uma frieza enfatizada pelos dribles humilhantes sobre os marcadores, abrindo o caminho rumo à meta adversária. Rumo ao momento sublime, repetido tantas e tantas vezes pelo craque.

Nesta terça, Van Basten completa 53 anos. E, deixando um pouco de lado as famosas acrobacias, geralmente reproduzidas quando se fala do holandês, vale relembrar outros tipos de gols. Aqueles que exaltam também o seu domínio, os seus giros, os seus dribles e, claro, o poder enorme de conclusão. Confira:

ARQUIVO: Van Basten faz 50 anos, mas ele só quer que o deixem em paz