Apesar dos resultados ruins no Apertura, decidi manter a nova formação no segundo semestre. A aposta é de que o pessoal iria se acostumar e render neste novo jeito de jogar, mais ofensivo e com menos atletas de marcação. Pra lembrar: nosso 3-3-1-3 tinha dois zagueiros e um volante, dois pontas, um volante, um meia e três atacantes. A defesa exposta era o principal problema.

- O primeiro jogo após a curta parada de início de ano já foi a nossa estreia na Libertadores. Ou melhor, na Pré-Libertadores. O sorteio nos colocou contra o The Strongest. No primeiro jogo na Argentina vencemos sem problemas: 3 a 0 com gols de Lizio, Capobianco e Ferreyra, justamente o nosso trio de frente. Já em La Paz conseguimos empatar por 1 a 1 com Dos Santos anotando após cobrança de escanteio.

- No Clausura estreamos com empate contra o Estudiantes por 2 a 2. Lizio e Delfino anotaram os tentos. Dos Santos voltou às redes na partida seguinte, quando vencemos o Colón por 2 a 0. Além do zagueirão, Luna fez um.

Uma pausa nos jogos para o mercado de transferências!  Graças a nossos olheiros achamos um atacante uruguaio de lado de campo muito bom. Santiago Lamanna é o nome dele. O rapaz chegou com o salário mais alto do clube, mas já tem 25 anos, o que é bom, tendo em vista que temos muitos jovens no nosso time.

- Veio o jogo fora de casa e novamente a nossa defesa deu brecha. Contra o Chacarita Juniors sempre estivemos em desvantagem, mas conseguimos empatar no fim com Ferreyra e Lizio.

- O sorteio da Libertadores nos colocou em um grupo com Millonários, Once Caldas e Guaraní. Nossa estreia foi contra os paraguaios, com vitória por 4 a 0, gols de Ferreyra, Dos Santos, Capobianco e Pavez.

- No Clausura fizemos uma atuação da mais alta qualidade para vencer o Godoy Cruz por 5 a 1, com gols de Lizio, duas vezes, Capobianco, Ferreyra e Delfino. Mas contra o Boca Juniors voltamos a oscilar: derrota por 2 a 1 fora de casa.

- Na Libertadores recebemos o Once Caldas e empatamos por 2 a 2. Ferreyra e Barreira anotaram os gols, mas acabamos novamente sofrendo com a inconstância lá atrás. Depois de perdermos no Clausura para o Independiente, voltamos a jogar pelo torneio continental e vencemos o Millonários, graças a gols do jovem Mercado (cria da base e que mereceu chance pelo cansaço dos demais), do nosso camisa 9 Ferreyra e do nosso menino Barreira.

- Na sequência perdemos mais uma no Campeonato Argentino. 4 a 3 para o Lanús. De positivo apenas os gols anotados por Santiago Lamanna. A oscilação continuou com a vitória por 2 a 0 contra o Vélez com gols de Ramirez e Delfino e um inquestionável triunfo por 4 a 1 fora de casa diante do Millonários, com tentos de Ferreyra e Carlos Luna, que anotou três, embora seja reserva.

- A racha ganadora seguiu com vitória contra o San Lorenzo por 2 a 1, com Dos Santos e Baez (zagueiro que veio como aposta e que acabou tendo que entrar pela falta de opções). Contra o Tigre fizemos 4 a 0 com Lamanna, Ferreyra, Barrera e Lizio.

- O bom momento sofreu um solavanco justamente na Libertadores, quando visitamos o Once Caldas. Delfino fez de cabeça, mas eles viraram. No Clausura ganhamos do Tiro Federal por 2 a 0 de novo com Delfino e Lamanna. Já na Libertadores fizemos 3 a 0 no Guaraní com Capobianco, Mercado e Benítez.

Classificamos sem problemas às oitavas do torneio continental e o sorteio não foi de todo ruim, já que fomos colocados contra a Universidad de Chile. Em 2015 eles estão bem longe de serem ameaça.

Mas se na Libertadores havia festa, no futebol local só existia decepção. Perdemos para o Arsenal por 2 a 0 e demos adeus à disputa do título… De novo. Já na Copa da Argentina fomos eliminados pelo Boca… Que lástima.  Só sobrava a Libertadores…

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- Lembram que eu falei que a Universidad de Chile não era ameaça. Hummm… Fomos a Santiago e fizemos uma partida muito ruim, perdendo por 1 a 0. Seguiram duas derrotas no torneio argentino e eu definitivamente desisti do esquema. Não dava mais. Voltei ao 3-3-1-3 original. Este aqui:

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- Bom, funcionou contra La U! Em casa vencemos por 3 a 0. Luna de longa distância, Alfredo Caro após rebote de escanteio e Mercado fizeram os gols. Nosso adversário nas quartas seria o River Plate! Primeiro jogo fora de casa.

- Por causa da mudança recente de esquema, voltando para o original, decidi tomar algumas precauções extras contra o River. Instruí meus atacantes a marcarem os laterais adversários. Queria restringir as ações deles. Isso era o mais importante. E conseguimos. Pra melhorar, ainda fizemos 2 a 0 com Delfino e Barrera. No fim, porém, levamos um gol na base do abafa deles. De toda a maneira, 2 a 1 fora de casa não era nada mal!

- Na partida da volta jogávamos pelo empate ou derrota por um gol. Como o plano funcionara na ida, decidi repetir a dose, ou seja, o que tínhamos de melhor com nossos atacantes marcando muito. O jogo começou de boa maneira e aguentamos o primeiro tempo sem sermos vazados, mas tomando pressão. O segundo tempo veio e logo de cara tomamos um gol…. Tranquilo. Ainda estávamos na frente.

A bola era deles. A pressão total. Me vi naquele velho dilema…. Aguentamos ou saímos pro jogo e empatamos?  Os contra-ataques não estavam funcionando, mas decidi apostar que eles aconteceriam.

Errei.

Eles não vieram e aos 30 do segundo tempo um escanteio do River Plate se transformou em gol. 2 a 0 eles.  Me lancei desesperado para o ataque, tive chances, mas… Fim de jogo. 2 a 0 eles. Estávamos fora da Libertadores nas quartas de final.

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No torneio Clausura terminamos assim:

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Ou seja… A temporada que vem terá que ser totalmente diferente.

De toda a maneira o time do ano foi esse:

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No próximo capítulo conto as contratações para 2016/17!