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Como relatei no capítulo 1, muita gente foi embora do time por não atender aos requisitos da velocidade e pró-atividade. Dos que já estavam no Instituto e eu mantive estão os seguintes nomes (alguns conhecidos de quem acompanha o futebol argentino):

Zagueiros: Maximiliano Ortiz, Alejandro Rebola e Facundo Erpen.
Volantes: Ezequiel Videla e Leandro Coronel
Meias: Gagliardi (pra jogar aberto pela direita), Canever (aberto pela esquerda), Lucas Godoy (centralizado), Encina (direita) e Gallardo (direita)
Atacantes: Diego Lagos e Lopez Macri.

Assim, restou-me trazer caras novas. Obviamente quando se está na segundona argentina não há dinheiro, de forma que os empréstimos e atletas sem contrato foram a minha opção.

Na primeira janela de transferências eu trouxe os seguintes nomes:

Juan Ojeda - Veio sem contrato. Goleiro com bons atributos de saída do gol e excentricidade, atributos  essenciais para a minha linha de defesa alta que contaria com esse cidadão para fazer o líbero.
Maximiliano Perg - Zagueiro jovem que veio por empréstimo do Fénix do Uruguai.
Gerardo Varela - Sem contrato. Zagueiro mais experiente e até um pouco lento, mas imaginava que ele daria uma boa sobra.
Eduardo de Martini - Também sem contrato. Ala experiente, com boa velocidade e só. Serviria para o banco dos meus titulares.
Matias Floriano - Backup pro setor ofensivo
Claudio Videla - Emprestado para ser banco de Lagos.

Assim o time titular na pré-temporada e primeiras rodadas foi:

Ojeda; Ortiz, Varela e Perg; Gallardo, Coronel e Canever; Godoy (Videla); Gagliardi, Lagos e Nadaya (jovem do clube).

Dentro de campo

No começo os resultados foram esses:

Resultados do Instituto

Resultados do Instituto

Bom, deu pra ver uma queda de desempenho ali em setembro né? Pois… Apesar do bom começo eu via que o time não estava bem ajeitado. Muito espaço no meio de campo como era de se imaginar e pouca pressão no campo ofensivo, como não era de se imaginar… Durante as partidas fui mudando a formação tática. Primeiro subi os alas para meias abertos. Depois recuei o meia armador pra zona central, de maneira que ficamos num diamante no meio de campo. Mas acabei ficando com um sistema bem assimétrico

Fiz alguns ajustes também na postura, subindo a barra de pressão no campo adversário e determinando marcação homem a homem.  Com a bola a ideia era trabalhá-la, mas se tivéssemos a opção iríamos contra-atacar. Também tive que mexer bastante nas funções dos jogadores e o time ficou assim:

Sistema de jogo do Instituto

Sistema de jogo do Instituto

(A ideia era ter três zagueiros que dessem bote alto, mas um deles fazendo a cobertura. Nos lados, um ala ofensivo e um meia aberto ofensivo. O volante ia ficar plantado pro meia sair da posição dele pra criar. Já os atacantes eram dois abertos e um com liberdade de falso nove)

Instruções de jogo

Instruções de jogo

Os primeiros resultados foram melhores que o esperado, mas logo foi possível ver que era, de novo, uma fase. Como o calendário da segundona é anual, viramos o ano no meio da tabela com este desempenho.

Resultados do Instituto 2

Resultados do Instituto 2

No próximo post (quarta-feira) trago aqui como se encerrou a minha primeira temporada com o Instituto de Córdoba a la Bielsa!