Desde que comecei este projeto esperava a oportunidade e a vontade de realmente escrever para compartilhá-lo com alguém. É só um jogo… É só uma distração… É e não é. Quem já se dedicou a um jogo de computador/videogame, etc sabe que não é só isso. Você vai para o trabalho e pensa nisso. Fica na escola cogitando a estratégia adequada para vencer a fase tal. Imagina se pode fazer diferente naquele jogo do estilo administrador… Quando está na festa dos parentes você compartilha seus feitos e deseja que o horário permita uma partida antes de dormir (eu, ao menos sou assim). E por aí vai. E por isso… Aí vai o meu relato.

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O background

Sempre fui um entusiasta dos jogos do tipo manager. Em 1994, por exemplo, eu tinha 6 anos e jogava com meu pai o Tactical Manager (veja fotos aqui) no falecido Amiga com seus 880 KB de HD e 7 MHz. Sim, existia um manager naquela época. Depois, na juventude, passei ao Elifoot e ao FA Premiere League Football Manager para depois chegar ao Football Manager 2005. Como a vida começou a mudar, fui obrigado a estudar, decepcionar, namorar e por isso passei longos períodos sem jogar. Voltei com o FM 2008 e com ele fiquei até 2011 entre idas e vindas e saves com o Nottingham Forest, Vitória, Botafogo (ganhamos a Libertadores), Ajax (ganhamos a Champions) e o Sevilla (não ganhamos nada).

Em 2012 quis testar algumas ideias e mesmo às vésperas do Football Manager 13, baixei o 12. Até porque meu laptop de 2008 não suportava bem as animações 3D das partidas. Após um joguinho com o Criciúma e outro em que passei por Stuttgart (maldito Schieber) e Udinese (Candreva mito) decidi fazer um PROJETO e não só jogar por jogar.

Lendo diversos relatos nos fóruns de Football Manager percebi que mais legal do que chegar à glória é chegar de uma forma idealizada por você. Não vou ao extremo do Lower Management League, mas quis fazer algo diferente.

O quê? Me propus a recriar o estilo de Marcelo Bielsa, de quem sou grande fã, no jogo e ver o que acontecia. Muita gente que embarca nessas sagas tenta recriar o Barcelona, inventar um esquema novo ou só se adaptar para tirar uma equipe lá de baixo. Mas, nas minhas andanças pela net, dificilmente vi alguém tentar e conseguir fazer um time com marcação sob pressão, transição rápida e no estranho 3-3-1-3.  Para você que não manja muito qual é a do Bielsa, basta lembrar do Chile, do Athletic Bilbao, do Newell’s da década de 90 e da seleção argentina entre 1999 e 2004.

Ideia traçada, hora de escolher o time e viabilizar tudo isso.

A escolha

Antes de escolher o time propriamente dito você precisa criar o seu técnico no FM. Como a coisa era toda temática e imaginativa, decidi eu também inventar um personagem. Eu tinha escolhido que a saga seria na América do Sul. Assim, selecionei as ligas do Chile, Argentina (com segunda divisão), Uruguai e Brasil e por isso o técnico também teria que ser sudaca. Eu prefiro o Uruguai à Argentina… Bora. Um uruguaio iniciante (30 anos) que não vai ter experiência alguma no futebol. Assim nasceu Santiago Milasevan. Sabe-se lá de onde tirei o sobrenome… Ok. Feito isso a escolha mais óbvia seria pegar o Newell’s Old Boys e recriar a trajetória de El Loco. Mas… O Newell’s era muito forte dentro do cenário argentino. Seria algo meio fácil demais. Ou não, já que eu poderia ser contestado por não ter nenhuma experiência como treinador (sim, isso acontece no jogo). Bom… Vamos pensar. Tinha que ter ligação com Bielsa, tinha que ser fraco, mas não demais, então… Se não é o Newell’s…. Tem que ser o outro grande clube em que Bielsa jogou! E assim escolhi o Instituto Atlético Central de Córdoba.

Estava de acordo com todas as exigências: segunda divisão argentina, previsão de chegar em décimo lugar, não estava endividado, não teria cobranças demais, tinha estádio. Fechou!

Mãos à obra

Depois da coletiva de apresentação e de receber as expectativas da diretoria (chegar no meio de tabela) passei a ver jogador por jogador do elenco para decidir quem ficaria e quem sairia. Mais que qualidade geral, eu estava olhando aspectos essenciais para que a minha ideia de jogo funcionasse. Como iríamos atuar com defesa alta e transição rápida não podia ter jogadores lentos no time. Portanto, ninguém com menos de 10 de velocidade e agilidade iria jogar.

Passei então a olhar a questão da marcação e das roubadas de bola para ganharmos ela perto do gol adversário. Assim, todos com menos de 10 em Teamwork e Workrate (aspectos de atletas “formiguinhas”) estavam fora.

Você deve imaginar que muita gente caiu fora né? Está corretíssimo. Eu não esperava bons resultados, mas era necessário implementar a ideia de jogo para depois ajeitar os atletas. Antes, no entanto, era preciso desenhar o esquema (nada de download ou pegar algum pronto). Era 3-3-1-3, mas… Como iria funcionar? Tinha que ser 3 zagueiros, um volante, dois alas, um meia e três atacantes? Ou subia as linhas? Atacantes abertos ou centralizados? O meia mais pra frente ou mais pra trás?

No começo eu tentei assim:

Formação do Instituto

No próximo post conto e explico mais sobre as instruções dadas aos jogadores, além de dizer quais eram meus jogadores (tem gente conhecida).