“Felipão a gente não discute, né? Felipão é bruxo”, dizia o Leandro Beguoci na semana passada. É bruxo, mesmo. Ninguém entende como, nem ele, mas o time ganha. Não foi diferente hoje. Pra começar, o Brasil entrou com a mesmíssima formação que não tinha dado certo até agora, com uma única diferença: Maicon no lugar de Daniel Alves.

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O que no começo parecia uma boa, com o decorrer do jogo foi se mostrando cada vez mais arriscado, já que Maicon claramente não tem a velocidade de outros tempos, e cansou cedo – embora seja mais forte que Daniel Alves. Com a mesma formação, é verdade, o Brasil jogou totalmente diferente, mas não em tática ou em formação. A clara diferença foi em vontade, em entrega. Não é outra a diferença entre o Fred da partida desta sexta-feira e o Fred dos jogos anteriores. O atacante do Fluminense continua sem conseguir nem ao menos dominar a bola, quanto mais prendê-la, e não leva nenhum perigo ao gol. Se mexeu muito mais, entretanto, e apareceu na defesa.

Assim como Oscar. Oscar, aliás, pode ser que não seja Oscar, mas sim um sósia dele. Este, o sósia, é um dos melhores marcadores do Brasil, mas não sabe muito bem o que fazer com a bola quando a tem. Se a entrega foi muito maior, o que resultou em uma defesa razoavelmente segura, os dois gols saíram em jogadas de bola parada e poderiam simplesmente não ter saído. Sim, foi sorte, sem diminuir o valor dos zagueiros – nem o golaço de David Luiz. Ou alguém acha que ele vai fazer um desses por jogo?

Se na defesa o time se achou por meio da vontade – ou melhor, por ter vontade, se reencontrou no que já era bom -, no ataque continuamos sem saber o que fazer. Dependemos de um Neymar que não apareceu para o jogo contra o Chile nem contra a Colômbia, de um centroavante que não recebe a bola em posição de marcar, e de Hulk, que tem jogado bem, mas que não pode ser o único responsável por definir.

É estranho ver Oscar tão bem na marcação, mas sem contribuir à frente, onde é tão necessário e onde pode contribuir muito mais. E é estranho ver que o Brasil não tem a menor ideia de como vai chegar ao gol se não for pelo talento individual de seus jogadores. É mais estranho ainda quando parece tão fácil e tão ”scolariano” resolver o problema com mais um volante, para liberar Oscar. É muito estranho. Mas o Brasil ganhou. Vai ver o cara é bruxo, mesmo, e o negócio é ficar quieto e esperar a taça.

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