Em uma semana na qual o árbitro de vídeo está na pauta do futebol brasileiro, um episódio peculiar aconteceu no Campeonato Português. E mostra como, quando o investimento não é bem feito, o tiro pode sair pela culatra – ouviu, CBF? Nesta terça, Deportivo das Aves e Boavista se enfrentavam no acanhado estádio de Vila das Aves, com capacidade para 8,5 mil espectadores. A infraestrutura do local, obviamente, não é das mais suntuosas. E causou um problema claro aos visitantes, por culpa involuntária de sua torcida.

O lance não influenciou tanto assim os rumos da partida, mas é emblemático. Após uma cobrança de escanteio desviada no primeiro pau, o Deportivo das Aves anotou seu terceiro gol na vitória por 3 a 0. Os jogadores do Boavista reclamaram de impedimento de Vitor Gomes e, de fato, a jogada dava margem à discussão. Hora de usar o VAR. Mas como? A câmera lateral, responsável por exibir o posicionamento dos jogadores, estava bem em cima do setor visitante. E um bandeirão enorme erguido pela torcida do Boavista não permitiu a conferência da jogada. Resultado: gol confirmado para os anfitriões, sem a certeza se foi realmente legal.

Fica a lição: para que o árbitro de vídeo seja realmente eficiente, depende não apenas da instrução aos responsáveis por utilizá-lo, mas também os estudos pertinentes para que seja instalado da melhor maneira possível. Da próxima vez, em Vila das Aves, talvez os torcedores visitantes sejam um pouco mais prudentes com sua bandeira.