Poucos têm a honra de ser ídolo de outros ídolos. De ser considerado gênio entre tantos gênios. E, enfrentando ou acompanhando os maiores da história, se colocar em pé de igualdade ou até acima dos outros. Roberto Rivellino é um desses raros. O lendário tricampeão do mundo é colocado em um pedestal por muitos, em ocasiões tão distintas. Algo que é fácil de compreender, assistindo a um par de minutos do que o craque jogava. Que os vídeos de seus lances não sejam tão numerosos e diversas magistralidades tenham se perdido nos arquivos, ainda é possível desfrutar do talento do veterano.

A patada atômica e o elástico são as marcas registradas, mas longe de resumir Rivellino. Talvez seu maior predicado fosse antever as jogadas, e buscá-las muito antes dos outros. A vontade do ponta em abrir caminho ao gol e dar um jeito de arrancar até lá fulminantemente fazia valer o ingresso. Partir para cima: uma qualidade que por vezes falta em um futebol de poucos espaços, e que abundava em Riva. Não à toa, ele foi tão admirado. Foi ovacionado no Corinthians, no Fluminense, no Al-Hilal e na Seleção. Foi, e ainda é, cultuado por tudo aquilo que conseguia aprontar dentro de campo. Merece tributos eternos, e ainda mais neste 1° de janeiro, quando completa 72 anos.