Vágner Love parecia acabado para o futebol em alto nível. Mas para um atacante que soube se reinventar em diferentes momentos da carreira, o Besiktas surgiu como uma oportunidade gigante. Depois de acumular seus gols no Campeonato Turco pelo pequenino Alanyaspor, ganhou uma chance não apenas de se juntar ao atuais bicampeões nacionais, como também de disputar a Liga dos Campeões. E após seis temporadas distante da principal competição de clubes da Europa, quando ainda defendia o CSKA Moscou, o veterano de 33 anos fez uma boa reestreia. Dentro das circunstâncias, saiu de campo com moral em Munique, apesar da goleada do Bayern por 5 a 0.

Titular no comando do ataque, Love viu a partida se limitar ao seu time muito cedo, diante da expulsão de Domagoj Vida aos 17 minutos. Os bávaros massacravam. Ainda assim, o atacante incomodou. Pouco depois da expulsão, criou a melhor chance de gol de seu time, aproveitando erro de Joshua Kimmich. Passou por Mats Hummels e driblou também Jérôme Boateng, antes de bater para fora. Embora pouco acionado, movimentou-se bem e participou dos ataques. Preparou outra boa jogada para Quaresma, que deu trabalho a Ulreich, e completou um belíssimo drible de letra em cima de Kimmich.

Vágner Love seria substituído pouco depois do segundo gol, no início do segundo tempo, para que o técnico Senol Günes reforçasse o sistema defensivo com a entrada do zagueiro Dusko Tosic. Nos 57 minutos em que permaneceu em campo, não fez feio. Ainda mais pela maneira como encarou alguns dos melhores defensores do mundo. Para quem rumava ao ostracismo, nada mal.