Em quatro anos e meio no Liverpool, Philippe Coutinho não conquistou títulos. Até sonhou com a Premier League em seu segundo ano, perdida de uma das maneiras mais cruéis possíveis. A falta de taças, no entanto, não tira a idolatria conquistada pelo camisa 10. Ele foi eleito o melhor jogador do clube (pelos torcedores e também pelos próprios companheiros, em votações distintas) por duas temporadas consecutivas. Marcou 54 gols. Superou a marca de 200 partidas. E ofereceu inúmeras mostras de sua qualidade. Segue rumo ao Barcelona deixando os corações de milhares de torcedores feridos, é verdade. O que não apaga a sua história.

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Em um clube tão tradicional como o Liverpool, o lugar de Coutinho entre os maiores ídolos é bastante limitado. Em uma década de poucas alegrias aos Reds, de qualquer forma, ele foi um dos poucos capazes de fazer os torcedores sonharem. E isso não deve ser menosprezado. A relação se quebrou em seis meses, que mesmo assim contaram com bons momentos do meio-campista. O fim de uma história que não deixa de ser notável.