Nenhum outro duelo é mais comum em Copas do Mundo. Alemanha e Argentina vão para o seu sétimo duelo em Mundiais, a terceira final da história entre as duas camisas pesadas. Uma história cercada de episódios memoráveis, mas que, ainda assim, provavelmente chegue ao seu ápice no Maracanã: o Nationalelf com uma das melhores gerações da história, após enfiar sete no Brasil; a Argentina, com Messi podendo se consagrar, na casa dos maiores rivais.

O primeiro duelo aconteceu em 1958, na estreia dos então campeões do mundo e na volta dos argentinos às Copas após 28 anos. O reencontro veio em 1966, quando o empate na primeira fase ajudou a classificação dos dois times, derrubados pela Inglaterra. Vinte anos depois, uma final e mais outra na Copa seguinte. Na primeira, a consagração do gênio que tinha um time só para ele. Na segunda, de um timaço com muitos craques, ainda que sem um Maradona para si. E os dois últimos confrontos, de vida ou morte nas quartas de final, foram os últimos momentos felizes nas frustrações da Alemanha em 2006 e 2010.

O jogo de domingo pode ser a revanche Argentina por esses últimos revezes. Mas também a revanche alemã pelo destino ingrato dos últimos anos. Outra vez, conta com um esquadrão de vários craques contra um gênio que conduz seu time – embora com coadjuvantes até mais qualificados que os de Maradona. O Maracanã, mais uma vez, será palco de um momento histórico. Que alemães e argentinos esperam fazer ainda mais memoráveis que os seis capítulos passados.

1958: Alemanha 3×1 Argentina

1966: Alemanha 0×0 Argentina

1986: Alemanha 2×3 Argentina

1990: Alemanha 1×0 Argentina

2006: Alemanha 1×1 Argentina (4×2 nos pênaltis)

2010: Alemanha 4×0 Argentina