Por tudo o que se viu já no estádio ao longo da partida que confirmou a classificação da Islândia à sua primeira Copa do Mundo, era de se esperar que noite se tornaria pequena em Reykjavík. Que as ruas seriam tomadas por um mar de gente e que o consagrado canto de guerra viking se repetiria muitas e muitas vezes madrugada adentro. Assim se cumpre. Um palco montado na capital puxa a festa entre os torcedores insones, ou seja, uma boa porcentagem da população local. E não pense que os islandeses ouvirão Björk para comemorar. Há um quê de carnaval, com uma bandinha puxando o cortejo para não deixar ninguém dormir – e, repare bem, com bandeiras do Brasil nos instrumentos. Legal saber que somos inspiração também para isso.

E se nós, brasileiros, somos mal acostumados, acompanhando nossa Seleção toda santa Copa, dá para sentir uma pontinha de inveja da Islândia neste momento. Dá para admirá-los. Esta é a classificação que, por mais que alguns sonhassem alto, há alguns anos parecia um mero devaneio. Que agora, por mais surreal que ainda soe, é totalmente real. O gosto de participar de um Mundial pela primeira vez é único, algo que vemos a cada novato que surge de quatro em quatro anos. Desta vez, os islandeses estão em seu direito de curtir. Por tudo o que a façanha representa, nenhum dos pouco mais de 330 mil habitantes locais vai querer perder a oportunidade de participar desta celebração. Algo que gerações almejaram e que será contado ao longo de outras gerações.