Pode confessar: você estava ansioso pelo início da Libertadores. A competição sul-americana pode não ter o status e a fama de suas semelhantes em outros continentes. Porém, o que não falta é charme. As torcidas fanáticas, as peculiaridades de cada time, os caldeirões. Dá até saudade de alguns detalhes que não são lá muito admiráveis, mas que têm a cara do torneio – como os escudos policiais nas cobranças de escanteio ou os rolos de papel higiênico atrapalhando as jogadas de linha de fundo. E o jogo inaugural desta edição não precisou nem ter um tempo completo para registrar seu primeiro momento pitoresco.

O protagonista da cena foi Gerardo Pelusso, técnico do Nacional. A chuva apertava em Santa Cruz de la Sierra, durante o jogo contra o Oriente Petrolero, quando o uruguaio resolveu se proteger. Foi para o banco? Vestiu uma capa? Não, preferiu abrir o bom e velho guarda-chuva para continuar orientando os tricolores à beira do campo. Não ajudou muito, já que os bolivianos venceram por 1 a 0, gol de Gualberto Mojica, e o goleiro Gustavo Munúa evitou uma derrota mais ampla. Ainda assim, o resultado não foi tão ruim assim para a volta em Montevidéu, na próxima semana, quando Pelusso se manterá ao lado do time com ou sem ‘paraguas’.

E esta não foi a primeira vez que Pelusso foi visto à beira do campo com um guarda-chuva. A imagem abaixo é da primeira passagem do comandante pelo Nacional, entre 2007 e 2009. Definitivamente, um homem não é nada sem seus princípios.

pelusso