Uma nação de quase 100 milhões de habitantes, completamente fanática por futebol, que aguardou a classificação à Copa do Mundo por 28 anos. Era de se esperar que a conquista do Egito neste domingo causasse uma erupção de gente pelas principais cidades do país. E assim se cumpriu madrugada adentro, a partir do momento em que o gol agônico de Mohammed Salah decretou a libertação dos Faraós rumo ao Mundial de 2018. Não demorou para que as pessoas saíssem ensandecidas às ruas para celebrar. Cairo, Alexandria, Gizé e outras metrópoles registram o mesmo sintoma febril de overdose coletiva entre os torcedores egípcios.

Entre os pontos de comemoração, estava a Praça Tahrir, um dos principais cartões-postais do Cairo, mas que também possui um significado além por toda a sua representatividade em meio às disputas políticas desencadeadas nesta década. Desta vez, partidários das mais diferentes correntes acabaram por se unir, em meio ao êxtase pela Copa. Uma noite de enorme significado para um país de presente conturbado. Ao menos nas próximas horas, a união prevalece em um só grito.