Em toda a história de racismo contra Daniel Alves, que comeu a banana atirada por um torcedor e desencandeou uma campanha, liderada por Neymar, contra a discriminação, não há como recriminar o Villarreal por nenhuma das suas decisões. Depois de banir o torcedor do El Madrigal, o clube anunciou que vai fechar, por conta própria, o setor do estádio da onde a fruta foi arremessada.

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Na primeira partida da próxima temporada do Campeonato Espanhol, haverá uma faixa com os dizeres “Não ao racismo” no local. Um gesto simbólico para acompanhar a punição severa que aplicou ao racista, pouco depois do caso lamentável.

“O Villarreal é desde sempre um clube que transmite valores, que tem, como todos sabem, uma política de categorias de base exemplar, reunindo jovens de todas as nacionalidades, e não vamos permitir que esse tipo de polêmica prejudiquem uma entidade com crédito no futebol internacional”, afirmou o presidente Fernando Roig.

O chefe do clube também se reuniu com as peñas do Villarreal – grupos de torcedores – para pedir que todos tenham um comportamento exemplar durante as partidas, “sem qualquer tipo de violência e mostrando que podem receber quaisquers torcedores”.

Enquanto a Federação Espanhola aplicou uma multa ridícula de cerca de R$ 36 mil, e as autoridades espanholas apenas batem palma para as ações do Villarreal, o clube está sendo exemplar na administração desse problema. Dentro do que pode fazer, está fazendo.

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