Atlas e Chivas compõem um dos maiores clássicos do futebol mexicano. Os dois clubes de Guadalajara alimentam a rivalidade desde 1916, especialmente pelas diferenças sociais entre os clubes naqueles primeiros anos. A rixa se manteve, embora a dupla tenha se popularizado nas décadas seguintes. Mas nada quer dizer sobre a ignorância que aconteceu neste sábado, quando policiais e torcedores do Chivas se enfrentaram em meio ao dérbi, que terminou empatado em 1 a 1. A briga nas arquibancadas acabou com 17 presos e 38 feridos, além de ter levado o Estádio Jalisco à interdição.

Os problemas começaram do lado de fora das arquibancadas. Aos 30 minutos de jogo, um tumulto de torcedores que tentavam ingressar nos setores mais elevados do estádio deixou alguns feridos, diante do empurra-empurra que se criou. Já no 15 minutos finais, os incidentes mais graves. O controle de segurança na estrada do Jalisco não impediu o confronto,  com torcedores atirando sinalizadores e policiais abusando da força. No final, oito policiais e 30 torcedores acabaram se machucando – oito em estado grave, mas todos fora de perigo.

A decisão de fechar o Jalisco foi tomada pela prefeitura de Guadalajara, em medida provisória. É o primeiro passo para uma postura dura das autoridades, que também pediram os vídeos da transmissão do clássico para identificar os agressores. O mínimo que se espera em episódios que insistem em manchar o futebol. E que as punições não parem apenas nas promessas.