O Southampton está bravo. Não porque ganhou apenas um dos últimos nove jogos e caiu para a nona posição do Campeonato Inglês, mas porque o árbitro Mark Clattenburg foi malvado com o capitão do time Adam Lallana. Acredita que o apitador teve a pachorra de dizer que o atleta de 25 anos “está muito diferente desde que jogou pela seleção inglesa” – estreou em novembro – e esbanjou audácia ao pontuar que ele “não costumava ser assim”?

O episódio lamentável aconteceu no último domingo, quando o Southampton perdeu do Everton por 2 a 1. Lallana achava que Clattenburg deveria ter marcado dois pênaltis para o seu time e foi reclamar, apenas para ser insultado dessa forma ultrajante pelo juíz. Obviamente, o clube não poderia ficar calado, afinal, não corre sangue de barata nas veias do técnico Mauricio Pochettino, que acredita que os seus jogadores estão sendo prejudicados porque são “jovens e amigáveis”.

Depois de consultar a Scotland Yard, o exército da Rainha, a própria Rainha, e a Suprema Corte do Reino Unido, o Southampton decidiu que a melhor forma de combater esse abuso verbal seria enviar uma carta para o órgão que organiza os árbitros do Campeonato Inglês. E a resposta da PGMOB (sigla em inglês para Professional Game Match Officials Board) apenas corroborou o sentimento geral de que há uma má vontade com os comandados de Pochettino, talvez um complô internacional envolvendo o alto escalão do governo, rebeldes sírios e pescadores do rio Xingu, já que ela decidiu que Clattenburg, na verdade, não falou nada demais. 

Um clube tão grande quanto o Southampton, que já venceu até um título importante em 128 anos de história, não poderia mesmo ficar satisfeito com essa resposta e pediu que Clattenburg não seja mais escalado para apitar os seus jogos. Pode, ainda, levar o caso para a Associação de Futebol da Inglaterra, mas talvez não faça isso porque o ridículo tem limite e já passou da hora de abandonar a frescura e voltar jogar futebol.