O Chelsea, atual campeão inglês e que brigava pelo segundo lugar da Premier League até o fim de dezembro, está em clara e acelerada deterioração. O último golpe foi imposto, nesta segunda-feira, pelo Watford, que aproveitou a expulsão precoce de Bakayoko e uma atuação abaixo da média do time de Antonio Conte para golear por 4 a 1.

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Conte admitiu na entrevista coletiva após a partida que talvez tenha errado na escalação. A presença de Bakayoko foi realmente um erro, e sua permanência em campo, um maior ainda. Desde o começo, estava claro que não era o dia do francês, que já havia cometido dois ou três erros grotescos que poderiam ter resultado em gols do Watford. Aos 25 minutos, levou o primeiro cartão amarelo. Aos 30, levou o segundo, por uma falta desnecessária no meio-campo.

A expulsão evidentemente condicionou o resto da partida. E a situação ficou ainda pior, aos 42 minutos, quando o árbitro marcou um pênalti cometido por Courtois. Deeney abriu o placar. Fora de casa e com um a menos, o Chelsea ainda precisava correr atrás do resultado. Hazard deu o fiapo de esperança, aos 37 da etapa final, com um golaço de fora da área. Mas, incrivelmente, o Watford ainda marcaria mais três vezes.

O segundo gol foi muito representativo da passividade do Chelsea porque Janmaat entrou pela direita, tabelou com Roberto Pereyra, entrou na área e botou a bola nas redes, com muita pouca resistência de uma defesa que já foi das mais sólidas da Europa. Em seguida, Deulofeu arrancou desde o meio-campo, sem marcação, e marcou o terceiro. Pereyra fez o quarto.

A questão, agora, é se Antonio Conte segue no comando do Chelsea até o fim da temporada ou se torna mais um treinador da Era Abramovich que não consegue chegar nem perto do fim do seu contrato – que termina em 2019. O italiano, que já mandou indiretas e indicações de insatisfação pela imprensa, desafiou o clube a demiti-lo, em uma entrevista coletiva em que derramou emoções.

“Não estou preocupado pelo meu emprego. Trabalho todos os dias e dou 120%. Se isso for o bastante, ok. Se não for, o clube pode tomar outra decisão. Mas não estou preocupado. Amanhã é outro dia. Posso ter treinador do Chelsea ou não. Qual o problema? Minha consciência está limpa. Não posso prever o futuro, especialmente depois de dois desempenhos tão ruins assim (o jogo anterior foi 3 a 0 para o Bournemouth)”, afirmou.

E ainda criticou a falta de personalidade dos seus jogadores. “Jogar futebol em um grande clube significa que você precisa ter personalidade porque é simples jogar quando há confiança. Especialmente neste tipo de momento, você vê quem (está pronto) para jogar por um grande clube. Jogar com personalidade e também arriscar algo”, completou.

O Chelsea está em quarto lugar na Premier League, com o Tottenham apenas um ponto atrás, e o Arsenal, cinco. Ainda tem o Barcelona pela frente na Champions League. E o técnico já está falando em tom de despedida. A situação não é das melhores.

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