O técnico Arsène Wenger apontou a expulsão do tcheco Pavel Nedved como o momento chave da classificação do Arsenal para a primeira semifinal da Liga dos Campeões em sua história.

“Foi importante eles não marcarem gols na gente nos primeiros 15 minutos de jogo e no final do primeiro tempo, mas só quando Nedved foi expulso (aos 32 minutos do segundo tempo) senti que o jogo havia terminado”, afirmou o francês, na coletiva após o empate sem gols com a Juventus. O tcheco levou o segundo cartão amarelo após uma dura falta por trás em Eboué.

“O que mais nos preocupava era a entrada dele na segunda bola, mas conseguimos controlar bem essa situação”, completou.

Wenger comentou também que sua defesa chegou a desobedecer suas instruções. “Queria que eles jogassem mais avançados, mas acredito que jogar na retranca foi uma reação inconsciente para protegermos nossa vantagem.”

O 0 a 0 em Turim rendeu ao Arsenal o recorde de oito partidas consecutivas sem levar gols na competição. O único nesta edição saiu na vitória por 2 a 1 sobre o Thun, na primeira partida da fase de grupos.

Questionado se a classificação do Arsenal, que entrou em campo sem um inglês sequer, poderia ser considerada um triunfo para o futebol britânico, Wenger hesitou. “É difícil dizer. Acho que é uma vitória para um time que gosta de jogar futebol, mas me sinto um representante do futebol inglês.”

Foto: Agência CBF