Arsène Wenger ainda não tem um destino definido depois de confirmar a sua saída do Arsenal, depois de 22 anos no clube. Uma coisa ele já sabe: não irá trabalhar na Inglaterra. Depois de criar uma ligação tão profunda com o clube do norte de Londres, o treinador afirmou que se sentiria traindo o seu clube se ficasse no país. Aos 68 anos, o treinador já disse que quer continuar trabalhando, mas ainda não sabe nem como, nem onde.

LEIA TAMBÉM: Wenger se despediu do Arsenal carregado de leveza, entre o respeito e a gratidão que realmente merece

“Será difícil para mim [sem o Arsenal]”, afirmou o treinador em entrevista ao site do clube. “No momento, se eu continuar a trabalhar, eu acho que terei que me mudar do país, porque minha intuição no momento é que eu sentiria como se estivesse traindo o meu clube ao ficar na Inglaterra. As pessoas podem sentir que eu a traí o que eu construí aqui. Esse é o problema que eu enfrento no momento. Meu clube é aqui, meu coração está aqui e estará sempre. Como eu disse em meu discurso no campo depois do jogo contra o Burnley, eu sou um torcedor acima de tudo”.

O futuro de Wenger é, nesse momento, algo de muita especulação. Afinal, muitos clubes devem trocar de técnico nas próximas semanas, com o fim da temporada europeia. Borussia Dortmund, que está sem técnico desde a saída confirmada de Peter Stöger? O especulado cargo de diretor de futebol no Paris Saint-Germain? Retorno a algum clube da Ligue 1? O que sabemos, porque o próprio Wenger disse, é que não faltam ofertas.

Enquanto isso, a sucessão de Wenger segue sendo um assunto também muito falado. E segundo um ex-jogador do Arsenal, Robert Pires – que estava no marcante time campeão invicto – acha que um antigo companheiro de meio-campo, o francês Patrick Vieira, está pronto para suceder Wenger. Atualmente ele dirige o New York City, dos Estados Unidos.

“Eu vi a lista de preferidos: [Massimiliano] Allegri, Carlo Ancelotti, Mikel Arteta – por que não? Eu acho que todos eles podem dirigir o Arsenal”, afirmou Pires em uma entrevista à BT Sport. “Há talvez uma pequena vantagem de Allegri e Ancelotti e eles ambos têm muita experiência, Alemanha e Inglaterra”, analisou o francês.

“Com Vieira – e esta é apenas a minha opinião – sim. Não apenas porque ele é meu amigo. Esqueça isso. Ele está indo muito bem no New York City e ele me disse que o trabalho é muito duro e difícil”, disse Pires. “Contudo, ele tem um bom perfil para substituir Arsène Wenger, porque ele conhece futebol, ele conhece a Premier League e, é claro, ele conhece o Arsenal. Então, é por isso que eu digo: sim, Patrick Vieira está pronto para dirigir o Arsenal”.

O Arsenal foi o clube mais importante na carreira de Patrick Vieira, que foi um jogador marcante. Revelado pelo Cannes, em 1994, mudou-se para a Itália no ano seguinte para defender o Milan. Ficou novamente apenas um ano até ser recrutado pelo Arsenal. Chegou ao clube no mesmo ano que Wenger, 1996, e ficou até 2005. Ainda jogou por Juventus, Internazionale e Manchester City antes de se aposentar. Se tornou técnico nos Estados Unidos, pelo New York City, em 2016. Será que o Arsenal optaria por uma solução como essa?