É até possível dizer que o West Bromwich tentou parar o Manchester City. Fez uma coisa aqui e ali, empatou o jogo por dois minutos, defendeu-se como podia. Mas os Citizens novamente impuseram seu estilo na partida da 10ª rodada do Campeonato Inglês quando e como quiseram. O placar de 3 a 2 dá noção falsa: houve facilidade para o City conseguir manter sua invencibilidade – e a liderança na Premier League.

Desde o começo do jogo em The Hawthorns, ficou claro: contra o toque de bola típico do time de Manchester, os Baggies mandantes se defenderiam na área. Então, os visitantes começaram a arriscar de fora da área, como aos 4 minutos. David Silva passou a bola a Fabian Delph, que arriscou de fora da área. A finalização, porém, saiu sem rumo, pela linha de fundo.

Numa bola alta, aos 11 minutos, a barreira do West Brom foi vencida. Da direita, Fernandinho inverteu o jogo, já perto da área. E Leroy Sané fez o que tem se esperado dele: dominou a bola e finalizou com precisão, na diagonal, no canto esquerdo de Ben Foster, para fazer 1 a 0. No minuto seguinte, Foster ainda fez boa defesa num chute de Silva.

Parecia começar mais um baile do City no Campeonato Inglês. Porém, aos 13 minutos, do nada, o time da casa reagiu. Gareth Barry mandou a bola para o ataque, pelo alto. Salomón Rondón se distanciou da jogada, e Jay Rodriguez aproveitou o quique da bola para encobrir Ederson e empatar o jogo, dando alguma esperança. Esperança que acabou logo aos 15, com Fernandinho aparecendo de novo. Se passou para o gol na primeira vez, o volante brasileiro fez ele mesmo o trabalho: arriscou de fora da área, a bola desviou em Barry, bateu na trave e entrou para o 2 a 1 dos visitantes.

A partir daí, o ritmo do jogo foi o esperado: City trocando passes, mantendo a posse de bola acima dos 70 por cento, ditando o ritmo da partida. É até justo que se diga: o West Brom tentava, quando podia fazer algo. No segundo tempo, logo aos dois minutos, veio o cruzamento da direita, mas o cabeceio de Grzegorz Krychowiak saiu fraco. Ainda assim, exigiu que Ederson o defendesse em cima da linha. Todavia, a superioridade técnica dos visitantes era clara. E foi manifestada na estonteante troca de passes do terceiro gol, aos 19 minutos. De Sané para De Bruyne; do belga para Delph, na meia-lua; deste para Kyle Walker, que vinha pela direita; de Walker para Raheem Sterling, entrando pela área, e de Sterling para o gol. Um 3 a 1 para tirar qualquer dúvida de quem iria vencer.

Houve até um susto nos acréscimos, aos 47: Nicolás Otamendi falhou ao tentar recuar de peito para Ederson, Matty Philips interceptou e fez o segundo do West Bromwich. Mas era tarde para evitar a célere caminhada do Manchester City no Campeonato Inglês.

Para constar dos autos

Mesmo com pênalti perdido de Mohamed Salah, o Liverpool venceu o Huddersfield em casa – 3 a 0 -, enquanto Sead Kolasinac foi o personagem da vitória do Arsenal, que saíra atrás contra o Swansea em pleno Emirates. O bósnio empatou o jogo (Sam Clucas abrira o placar), e deu o passe para Aaron Ramsey marcar o 2 a 1 final.