Jack Wilshere é um desses jogadores que causa controvérsia. É dono de um talento inegável, mas também convive com um grande número de lesões e, além disso, de irregularidade nas atuações. Chegou a perder espaço no Arsenal e foi emprestado ao Bournemouth. Voltou, passou a jogar mais e foi convocado para a seleção inglesa, mas acabou cortado dos jogos contra Holanda e Itália. Arsène Wenger, técnico do Arsenal, disse ter confiança no jogador para que ele seja capitão do time.

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Formado pelo Arsenal, está no clube desde nove anos. Seu contrato vai até junho de 2018, ou seja, está próximo de poder sair de graça da equipe londrina. Wenger, porém, acredita que ainda haverá um entendimento para a renovação do contrato do jogador, que veste a camisa 10 do clube. Aos 26 anos, Wilshere lembra, em certa medida, Paulo Henrique Ganso. Seu talento é inegável, mas sua constância e capacidade de jogar em alto nível com constância.

Com 31 jogos disputados nesta temporada, Wilshere se tornou um jogador importante do clube, um titular. Em entrevista à BeIN Sports, Wenger disse ter confiança para que ele seja um líder nos Gunners. “Ele nasceu aqui, basicamente. Ele tem uma longa história com o clube, ligações fortes com o clube. Ele é o tipo de líder basicamente pela sua atitude e por seu conhecimento tático em campo”, afirmou o treinador francês, no clube desde 1996.

“À parte das suas altas qualidades técnicas, ele tem personalidade e está no lugar certo em campo e agora com a maturidade para organizar ao redor dele. Foi por isso que eu o coloquei centralizado”, disse. “Eu pensei que a combinação de história, o fato de ele ser um jogador de longo prazo para o clube, o fato de ele ter experiência e conhecimento agora, eu confio nele para ser capitão”.

Atualmente, o capitão do Arsenal é Laurent Koscielny, zagueiro francês de 32 anos, que está no clube desde 2010. Wilshere estreou pelo Arsenal em 2008 e chegou a ser emprestado duas vezes. Em 2010, jogou meia temporada pelo Bolton. Na temporada 2016/17, sem espaço, foi para o Bournemouth. Voltou nesta temporada, 2017/18, e tem sido importante. Ainda não se sabe, porém, se ele aceitará renovar o contrato com ou Gunners ou preferirá sair de graça em julho e escolher um novo destino.