Xabi Alonso se aposentou dos gramados em maio deste ano, jogando pelo Bayern de Munique. Aos 35 anos, sentiu que era o momento de parar, depois de uma vitoriosa carreira por Real Sociedad, Liverpool, Real Madrid e terminando no clube bávaro. Completou 36 anos no dia 25 de novembro e deu uma boa entrevista ao jornal espanhol Marca falando sobre a aposentadoria, ver futebol e como olha para a próxima Copa do Mundo.

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Desde que se aposentou, Xabi Alonso não se afastou do esporte: pratica corrida, bicicleta, tênis… Mas não futebol. “Jogo com meu filho, mas é só. Não joguei mais futebol. Nem uma partida”. Alonso diz que não sente falta do futebol, nem dos treinos. Isso porque negociou consigo mesmo para decidir parar. Embora não jogue, ele não se desligou completamente do futebol. Agora, é só alguém que assiste ao esporte.

Assistir futebol

“Sim, ver futebol é algo que eu faço. Se vê muito diferente. Quando está envolvido, envolvido nos resultados dos rivais, ver o que vamos fazer, é o que vive, porque tudo envolve a sua equipe. Agora vejo como espectador. Aproveito as minhas equipes, de como jogam, com o conhecimento de estar aqui muitos anos, mas muito mais relaxado, mais tranquilo”, disse.

“Não acredite que vejo tantos jogos assim. Certamente você [repórter] vê mais. Pode ser que veja dois ou três jogos”, disse o agora ex-jogador. “Vejo os times que mexem comigo. Real Sociedad, Real Madrid, Liverpool e Bayern de Munique. Há equipes que gosto, como o Napoli, o Manchester City, Manchester United, Chelsea, os de amigos. O que mexem com você por alguma coisa são os que você acaba vendo”.

Jorginho

“Um jogador que eu gosto muito é Jorginho, do Napoli. Os olhos vão para esta posição e talvez este seja um dos jogadores fora do círculo ou mais desconhecido. Está participando do jogo de uma maneira permanente, dando alternativas aos companheiros, dando soluções, dando dinâmica ao jogo. Para o Napoli, é perfeito”.

Napoli e Manchester City

“Estão jogando muito bem. O Napoli vem jogado bem há alguns anos. Sarri conseguiu que os jogadores entendam o seu futebol e como planejar os jogos. O segundo ano de Pep está sendo muito bom. A equipe está muito sólida e, se mantiver-se assim, fica perto de ganhar a Premier League. O primeiro ano foi de adaptação. Em La Liga, porém, podem acontecer muitas coisas. Estamos com a perspectiva que o Real Madrid se distanciou muito do Barcelona, mas tudo pode mudar rápido. Não sou tão negativo como muitos”.

Real Madrid

“Otimista porque a equipe e os jogadores são muito bons. Isso é o que me transmite otimismo. O futebol é muito um estado mental. O Barcelona perdeu dois pontos e agora tem que vir ao Barnabéu e a segunda parte da temporada pode começar de maneira muito diferente. Se aparece este momento, pode haver liga. Estas coisas acontecem”, contou o espanhol.

Zidane

“Tem um grande mérito. Como soube gerir tudo, como soube ter os jogadores juntos os momentos importantes. Vem de ganhar a Champions e títulos que o Real Madrid não se dava bem ultimamente”.

Cristiano Ronaldo

“O vejo como sempre e tenho certeza que estará nos momentos decisivos da temporada. O vejo como sempre, com desejo e entusiasmo para continuar a marcar gols e ganhar títulos”, analisou Alonso.

Champions League

“O Atlético está em uma situação complicada para se classificar. Real Madrid, Barcelona e os de sempre serão os que lutam por ela [taça]. O Real Madrid ganhou as duas últimas…”

Mercado de transferências

“O mercado deste verão [julho a agosto na Europa] foi um ponto de inflexão. Equipes que antes estavam na primeira linha para poder contratar não estão mais nessa primeira linha e não conseguem chegar aos jogadores mais desejados. Real Madrid e Barcelona têm uma base construída e um peso histórico que não se compra com um talão de cheques. A mentalidade ganhadora se constrói com os anos. Isso de estar no minuto 90 com um empate e saber que não é suficiente e termina ganhando no minuto 93… Isso não se compra com dinheiro. Ajuda”.

Copa do Mundo

“É o maior momento. Desde pequeno se te perguntam que troféu sonha ter em suas mãos, a resposta é clara e é a Copa do Mundo. Nem sonhava porque era algo para Maradona, Beckenbauer ou essas pessoas. Ao final, estava em Johanesburgo como um dos eleitos, com a certeza de ter entrado para a história por sermos os primeiros a conseguir [o título para a Espanha]. Oxalá se repita em alguns meses”.

Chances da Espanha na Copa

“Não vejo nenhuma seleção melhor que a espanhola. Veja a Alemanha bem, o Brasil pode estar bem, mas melhor, nenhuma. Logo, é muito complicado  e há um momento de sorte que se cai do seu lado você segue adiante, ou ao contrário volta para casa. A equipe transmite boas sensações”.