Era para ser um ano glorioso para o Flamengo, que se estruturou e montou um elenco para conquistar os grandes títulos do futebol brasileiro. Mas a Libertadores e o Campeonato Brasileiro ficaram para trás. A última chance de levantar um troféu que não seja o do Campeonato Carioca será nesta quarta-feira, contra o Independiente, na decisão da Copa Sul-Americana.

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E para o maior ídolo da história do Flamengo, o título no Maracanã será o suficiente para que o balanço da temporada rubro-negra seja positiva. Em rápida conversa com a Trivela, no evento que o anunciou como embaixador do Pro Evolution Soccer 2018, Zico falou um pouco sobre a decisão sul-americana, seleção brasileira e a sua recente visita a Anfield Road, casa do Liverpool, que foi derrotado pelo time liderado pelo Galinho na final do Mundial de 1981.

Como está a expectativa para a final da Copa Sul-Americana?

Estarei no estádio, tentando passar energias para o que o Flamengo consiga este título. Pode ser muito importante para o plantel nesta temporada.

Acha que mesmo com o título a temporada será um pouco decepcionante?

Não. Acho que o título vai dar um bom balanço para o que o Flamengo fez na temporada. Se não classificasse no Brasileiro pra Libertadores, acho que isso seria ruim para a temporada.

Ficou surpreso com o desempenho do César?

Não. Eu já o conheço. É um bom goleiro. Não sei por qual motivo, sem ter muitas oportunidades, acabou saindo. E lógico que apareceu uma chance boa e ele aproveitou bem. Que continue assim.

Acha que criticaram demais o Muralha? Pegaram um pouco pesado com ele?

O mundo de hoje está assim. Quem erra sofre muito. Em todos os sentidos. Então, ele errou mais do que o normal, mais do que se espera e em momentos importantes. Lógico que goleiro sempre sofreu com isso e não vai ser a primeira vez e nem a última.

Como foi estar no estádio do Liverpool, o time contra o qual vocês jogaram no Mundial de 1981 (para comentar a Champions pelo Esporte Interativo)? A torcida o reconheceu?

Eu estava um pouquinho preocupado (risos). Brincadeira. Eles já estiveram aqui, já fiz entrevista para eles, estão sempre me presenteando, mandando uma camisa bonita do Liverpool com meu nome. É um nível espetacular da turma lá. Cheguei em cima da hora. Decidimos que íamos fazer lá pouco tempo antes. Foi bacana conhecer. Até falei na transmissão que gostaria que aquelas finais fossem um jogo lá e outro jogo no Maracanã. Seria mais bonito.

O que achou do grupo da seleção brasileira?

Copa do Mundo não tem facilidade. Mas acho que não foi tão difícil, nem tão fácil. Um grupo intermediário. Tem uma Suíça com aquele ferrolho, fechada, como enfrentamos a Inglaterra. Uma Costa Rica que, ao meu ver, o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Fez uma boa Copa do Mundo, mas não acredito que possa repetir. E a Sérvia, que é um futebol bem parecido com o nosso, ofensivo, gosta de jogar no ataque. Então, acredito que possa ser a seleção que vai dar mais trabalho à defesa brasileira.

Preocupou o jogo contra a Inglaterra, em que o Brasil não conseguiu furar a defesa?

Amistoso é outra coisa. O pessoal está em ritmo de competição nos clubes deles, então arriscam menos. Amistoso é só para mexer as costelas.

Mas acha que o Tite precisa achar uma alternativa tática para quando as coisas não estiverem funcionando direito?

Ele se prepara para isso. Acho que foi uma boa experiência para o futuro da seleção brasileira.