A seleção inglesa pisou o gramado de Wembley para enfrentar a Eslovênia muito bem colocada para garantir sua classificação para a Copa do Mundo da Rússia. Como a Eslováquia não conseguiu vencer a Escócia, um empate bastaria. Nos minutos finais, Harry Kane marcou o gol da vitória por 1 a 0, carimbando, sem contestações, o passaporte de um time jovem e talentoso que ainda precisa amadurecer bastante.

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O jogo desta quinta-feira foi emblemático: diante do absoluto nada que a Inglaterra produziu, a torcida do lendário estádio londrino atirava aviões de papel no gramado, comemorava quando conseguia alcançá-lo e fazia a ola só para passar o tempo. A equipe de Gareth Southgate comandou as ações, sofreu poucos riscos na defesa, mas não teve criatividade para ameaçar a Eslovênia.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Southgate testou a paciência dos torcedores tirando Sterling, que não fazia uma grande partida atuando atrás do centroavante, longe das pontas onde seu futebol se desenvolve melhor, mas pelo menos era um dos que mais tentava alguma coisa na seleção inglesa. Colocou o zagueiro Michael Kane no lugar do jogador do Manchester City. Graças a excruciantes seis minutos de acréscimo definidos pelo árbitro, Kyle Walker cruzou para Kane desviar e fazer o único gol da partida, aos 49 minutos.

Southgate tem em mãos uma geração interessante. Jogadores jovens, com potencial de crescimento, que se destacam em times importantes da Premier League, uma das ligas mais difíceis do mundo. Casos de Harry Kane (24 anos), Dele Alli (21), Eric Dier (23), Rashford (19), Sterling (22) e Stones (23). A média de idade do time que entrou em campo para enfrentar a Eslovênia, sem Alli, suspenso, foi de apenas 25,2 anos.

No entanto, com exceção talvez de Kane, que consegue manter um nível alto de desempenho constantemente, são jogadores que ainda precisam amadurecer. Assim como a seleção inglesa, em termos coletivos e táticos, também não parece pronta para se tornar um time que usa seus recursos da melhor forma possível. Pode ser que um ano seja pouco tempo para que isso aconteça já na Rússia, ano que vem.

A Inglaterra caminha para a sua 15ª Copa do Mundo, a sexta seguida, tentando finalmente fazer uma boa participação. A última que merece esse adjetivo foi a de 1990, quando chegou às semifinais. Apenas a segunda campanha entre os quatro primeiros, junto com o título de 1966. Tudo parece depender da maneira e da velocidade com que esta jovem equipe evoluirá nos próximos meses.