Roman Abramovich é um personagem controverso. O dono do Chelsea possui uma série de acusações contra si, que incluem desde subornos a roubo de cargas. Porém, nada que tenha levado o bilionário russo, que fez fortuna dentro do processo de desestatização da União Soviética, a ser condenado. E, independentemente do histórico suspeito, o magnata protagonizou um belo gesto para mudar as impressões ao redor de si nesta Copa do Mundo. Ele fez uma “doação de seis dígitos” à ONG israelense Fulfilling Dreams, que realiza desejos de crianças e adolescentes com doenças crônicas e deficiências, e ajudou a bancar as viagens de 30 jovens ao Mundial.

A história é contada pela CNN. Ao lado de Abramovich, outros benfeitores ofereceram as doações. O dinheiro garantiu a presença de 68 pessoas na Rússia, sendo 30 jovens e 38 responsáveis pelos cuidados. Com o montante, o presidente da ONG garantiu os voos de Israel à Rússia, assim como a estadia em hotéis e alimentação. Os jovens assistiram a três partidas do Mundial durante a viagem: Alemanha x México, Senegal x Polônia e Portugal x Marrocos, todas disputadas em Moscou.

“Estou vivendo o melhor momento da minha vida. Eu nunca saí do país e futebol é minha vida”, declarou Polina Feldman, de nove anos, que sofre de paralisia cerebral. Sentimento compartilhado por Zidane Abu, de 20 anos, também presente no grupo: “Eu não posso acreditar que estou aqui. Ir a uma Copa do Mundo era o meu maior sonho. Todas as pessoas são muito doces, pedindo para tirar fotos com a gente, como se fôssemos estrelas”.

Através da Fulfilling Dreams, Abramovich já tinha levado crianças e adolescentes à Copa do Mundo de 2014 e à Eurocopa de 2016. O empresário tomou conhecimento da organização através de Avram Grant, treinador do Chelsea no vice-campeonato da Liga dos Campeões em 2008.

“Somos muito gratos aos nossos doadores, especialmente Abramovich, por sua generosidade tremenda. A dedicação e o trabalho duro de todos os apoiadores é uma importante parte do sucesso. Eu tenho sorte de poder fazer isso por estas crianças merecedoras e oferecer a elas algo especial para se aliviar, ao menos por um tempo, das dificuldades da vida cotidiana”, aponta Gilad Salter, responsável pela ONG.