Diferentemente de outras seleções da América do Sul, o Uruguai voltou em peso para casa. Na madrugada desta segunda-feira, a delegação desembarcou com 17 jogadores que representaram a Celeste na Copa do Mundo – incluindo Luis Suárez, Edinson Cavani e Diego Godín. E os heróis nacionais eram aguardados por centenas de torcedores, que não se importaram com o frio ou com o sono para se amontoar nos portões do aeroporto de Montevidéu. Gritaram o nome dos ídolos e outros cânticos de apoio, embora um momento em especial chamou a atenção: a forma como Fernando Muslera foi festejado pelos compatriotas.

O reconhecimento ao goleiro vai além da falha contra a França, que teve influência inegável na eliminação durante as quartas de final. A exaltação se volta bem mais aos anos de dedicação do veterano, com mais de 100 jogos pela equipe nacional – e, talvez, para alguns dos presentes, em compadecimento com o drama pessoal vivido pelo arqueiro na semana anterior, ao perder o tio e uma de suas avós. Fato é que os uruguaios não se esqueceram da fraternidade nem mesmo diante daquele que poderia ser vilanizado, oferecendo o apoio para que siga em frente. Mostra bastante qual o espírito da equipe, diante daquilo que prega e consegue unir o técnico Óscar Tabárez.

“Obrigado por esta bela recepção, pelo apoio incondicional e pelo carinho à mais linda do mundo, a Celeste”, escreveu Muslera, em suas redes sociais. Luis Suárez também comentou o episódio, demonstrando o contentamento por ver a postura da torcida: “O apoio que as pessoas estão dando agora para Nando é um reconhecimento. É preciso se lembrar disso. Sou agradecido e estou orgulhoso. Ser o melhor time da América do Sul é uma virtude”. Uma marca que fica e que se vê reproduzida na massa.