O dia 18 de maio costuma ser uma data comemorativa ao Schalke 04, mas não aquela que os torcedores mais desejam se lembrar. Naquela tarde de 1958, os Azuis Reais conquistavam o Campeonato Alemão pela sétima vez, a primeira desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A última. O orgulho de Gelsenkirchen, uma cidade fundamentada nas minas de carvão e que, a partir dos trabalhadores, constituiu uma potência no futebol, permaneceu ao longo desses 60 anos como um dos clubes mais amados do país. Entretanto, nunca mais conseguiria conquistar o torneio nacional. Nunca faturaria a Bundesliga, criada em 1963/64. Teria que se contentar com uma trinca de Copas da Alemanha e uma Copa da Uefa. Afogaria-se no desespero do quase, seis vezes nestas seis décadas.

O Schalke 04 atravessou os seus anos áureos entre 1934 e 1942, quando conquistou os seus primeiros seis títulos no Campeonato Alemão, e ainda terminou três vezes como vice-campeão. Naquela época, a competição nacional ainda era regionalizada e os campeões locais se classificavam para a etapa principal. Dominantes na Vestfália, os Azuis Reais se impunham no topo com um time cheio de talentos locais, a exemplo de Ernst Kuzorra e Fritz Szepan, dois filhos de Gelsenkirchen que costumam ser considerados os melhores jogadores da história do clube. A dominância aumentou exponencialmente a popularidade do time, principalmente entre trabalhadores e imigrantes. Mas também serviu para que o regime nazista tentasse se aproveitar disso.

A Segunda Guerra Mundial marcou o ocaso da geração de ouro do Schalke. Ainda assim, com alguns veteranos, o time se manteve no topo a partir da metade final da década de 1940. Era costumeiro concorrente ao título da liga regional e batia cartão na fase final do Campeonato Nacional. E não que fosse simples manter a dianteira na chamada Oberliga Oeste, em uma região populosa e reunindo algumas das principais agremiações do país. Borussia Dortmund, Colônia, Fortuna Düsseldorf, Rot-Weiss Essen e Preussen Münster eram os concorrentes costumeiros.

O ápice do Schalke 04 naqueles tempos aconteceu na temporada 1957/58. A equipe fez grande papel na Oberliga Oeste. Em uma disputa acirrada com o Colônia, terminou na primeira colocação um ponto à frente e assegurou vaga na fase principal do Campeonato Alemão. Na época, os campeões das cinco ligas regionais e parte dos vices entravam na competição nacional, divididos em dois quadrangulares semifinais. Os Azuis Reais eliminaram Karlsruher, Eintracht Braunschweig e Tennis Borussia Berlim com uma soberania impressionante. Ganharam os três jogos, anotaram 16 gols e sofreram apenas um. Já na decisão, enfrentariam o Hamburgo, que passou por Nürnberg, Pirmasens e Colônia na outra chave.

Mais de 80 mil pessoas abarrotaram as arquibancadas do Niedersachsenstadion, em Hannover para assistir à final. O Hamburgo costumava ser uma equipe dominante na Oberliga Norte e de boas campanhas na fase nacional do campeonato. Naquela tarde, porém, o time do artilheiro Uwe Seeler se tornou uma presa fácil ao Schalke. Berni Klodt balançou as redes duas vezes no primeiro tempo. Já no fim da etapa complementar, Manfred Kreuz fechou a conta em 3 a 0. Depois de 16 anos, os Azuis Reais voltavam a botar a faixa no peito e erguiam a célebre Salva de Prata. Desde então, nunca mais experimentaram a sensação.

Treinado pelo austríaco Eduard Frühwirth, técnico reconhecido pelo bom trato com os jogadores, o Schalke 04 tinha vários personagens históricos naquela conquista. Com uma base jovem, vários atletas formaram a espinha dorsal do clube até meados da década de 1960: Manfred Orzessek, Günter Brocker, Heiner Kördel, Manfred Kreuz, Willi Koslowski, entre outros. Günter Siebert chegou a ocupar a presidência dos Azuis Reais posteriormente, em três mandatos distintos. Já Berni Klodt é o grande expoente do período. Artilheiro e capitão até a sua aposentadoria, em 1962, o centroavante disputou ainda duas Copas do Mundo, presente no título da Alemanha Ocidental em 1954 e semifinalista em 1958.

Apesar da juventude daquele Schalke, contudo, o sucesso maior não se repetiu. O time continuou fazendo boas campanhas, mas não a ponto de conquistar o Campeonato Alemão novamente. Ao menos o relevo garantiu sua participação na edição inaugural da Bundesliga em 1963/64, quando a competição finalmente se tornou nacionalizada do início ao fim. Foi um dos cinco representantes da Oberliga Oeste, ao lado de Colônia, Borussia Dortmund, Preussen Münster e Duisburg. É quando começa a “história moderna” do clube de Gelsenkirchen, que contaremos logo mais.

Com dificuldades financeiras, o Schalke aceitou o papel de coadjuvante ao longo da década de 1960, muitas vezes lutando na parte inferior da tabela da Bundesliga. Seu renascimento acontece a partir dos anos 1970, quando voltou a sonhar com o título nacional. Abaixo, rememoramos como foram seis das sete temporadas em que os Azuis Reais foram vice-campeões na liga, sinalizando também um pouco do contexto do clube na época – e não foram poucos os percalços ao longo deste tempo todo.

Bundesliga 1971/72

Uma renovação profunda no elenco do Schalke 04 começou a surtir efeito a partir de 1970/71, quando o clube registrou sua melhor campanha desde a inauguração da Bundesliga, com um honroso sexto lugar, após perder fôlego ao final da campanha. E o time para a temporada seguinte ganhou mais talento. Alguns dos maiores ídolos da história de Gelsenkirchen compunham a espinha dorsal dos Azuis Reais. O goleiro era Norbert Nigbur, que seria reserva de Sepp Maier na Copa de 1974. A lateral tinha Helmut Kremers, mais um futuro campeão do mundo. Rolf Rüssmann era o bastião na zaga, presente na Copa de 1978. Recordista em aparições pelo clube, o volante Klaus Fichtel também fez carreira na seleção. O ponta Stan Libuda foi um dos maiores personagens da Renânia do Norte-Vestfália, adorado em Gelsenkirchen e campeão em Dortmund. Aos 21 anos, surgia o talento arrebatador de Klaus Fischer, atacante de presença de área e belos gols. E ainda existiam outros jogadores para seguir defendendo a equipe ao longo da década, como Jürgen Sobieray, Herbert Lütkebohmert, Klaus Scheer e Erwin Kremers.

Naquela temporada de 1971/72, o Schalke 04 se impôs desde o primeiro turno. Foram 13 vitórias nas primeiras 17 rodadas, apesar de um massacre de 7 a 0 sofrido na visita ao fortíssimo Borussia Mönchengladbach. No último jogo antes da pausa de inverno, os Azuis Reais venceram o Bayern de Munique por 1 a 0, em confronto direto contra o esquadrão de Udo Lattek, que entregou a primeira colocação. Todavia, o returno não seria tão consistente e os bávaros tomaram a primeira posição em março.

O Schalke correira atrás do prejuízo e, a um ponto dos maiores concorrentes, teria sua grande chance no reencontro da rodada final em Munique. Contudo, pesou a tarimba do Bayern, em goleada por 5 a 1 comandada por Franz Beckenbauer, Gerd Müller e Paul Breitner. Como consolo, ao menos os Azuis Reais faturaram a Copa da Alemanha, encerrando hiato de 35 anos, ao golearem o Kaiserslautern por 5 a 0 na final. Helmut Kremers foi o grande destaque, autor de dois gols.

E se as perspectivas do Schalke pareciam boas, elas se quebraram em 1972, quando foi descoberto um escândalo de manipulação de resultados na Bundesliga. Em 1970/71, antes da temporada do vice, os Azuis Reais (assim como outros clubes) venderam um jogo para que o Arminia Bielefeld evitasse o rebaixamento. Vários jogadores importantes foram suspensos, alguns por anos. Stan Libuda, por exemplo, acabou banido do futebol alemão – em pena que depois seria apaziguada, permitindo o retorno do ponta a Gelsenkirchen para o término da carreira.

Bundesliga 1976/77

O Schalke 04 beirou a zona de rebaixamento em meio ao escândalo, terminando a Bundesliga 1972/73 no 15° lugar. Logo depois voltaria à metade de cima da tabela, mas só brigaria pelo título realmente em 1976/77. Alguns dos velhos pontos de referência permaneciam, como Rüssmann, Helmut Kremers, seu irmão gêmeo Erwin Kremers, Sobieray, Fichtel, Lütkebohmert e o imparável Klaus Fischer, cada vez mais reconhecido como um dos principais matadores do país. Além disso, a base se reforçou com nomes interessantes. Na ponta, Rüdiger Abramczik foi um atleta importante também pela projeção à seleção. Branko Oblak, considerado o melhor jogador esloveno do século, se encaixou na armação. E havia o goleiro Enver Maric, da seleção iugoslava, suplantando Nigbur.

Ao longo da campanha, o Schalke oscilou demais, ainda que vencesse boa parte dos jogos em Gelsenkirchen. Entre altos e baixos, chegou a perder para o Eintracht Frankfurt por 6 a 3, antes de enfiar uma goleada por 7 a 0 no Bayern em Munique – com Klaus Fischer balançando as redes de Sepp Maier quatro vezes. O time ganhou um pouco mais de consistência na reta final da campanha, quando chegou a bater o líder Borussia Mönchengladbach por 1 a 0, tento de Abramczik. A três rodadas do fim, os Azuis Reais assumiram a vice-liderança. Mas a reação veio tarde demais.

O Schalke 04 entrou na rodada final ainda com chances de título. Precisava vencer o clássico contra o Borussia Dortmund e torcer por uma derrota do Gladbach na visita ao Bayern, o que lhe daria a Salva de Prata graças ao saldo de gols. Os Azuis Reais até fizeram a sua parte, superando os rivais por 4 a 2 em Gelsenkirchen, diante de 70 mil torcedores. O problema ocorreu na Baviera. Jupp Heynckes e Uli Stielike abriram vantagem aos Potros e, quando o Bayern reagiu no fim, o empate por 2 a 2 já valia o tricampeonato ao Gladbach, um ponto à frente do Schalke.

Temporada 2000/01

Perceba o longo intervalo histórico, de quase duas décadas e meia sem um vice-campeonato. Pois grande parte deste período foi de penúrias ao Schalke 04. O time voltou a despencar no final dos anos 1970 e se desmanchou a partir de 1980/81, quando sofreu o inédito rebaixamento na Bundesliga. Pouco a pouco, os principais destaques foram saindo: Fischer assinou com o Colônia, os irmãos Kremers rumaram à aposentadoria, Abramczik e Rüssmann acertaram com o rival Dortmund. Os Azuis Reais passaram a enfrentar sérios problemas financeiros e, na gangorra entre as duas primeiras divisões, chegaram a ficar ameaçados pelo descenso à terceirona no final da década de 1980. Novas esperanças vieram quando o milionário Günter Eichberg comprou o clube em 1988, prometendo mundos e fundos. Mas, apesar do restabelecimento na elite durante os anos 1990, o magnata deixou um rombo nas contas. Apenas a partir de 1994 é que a situação se contornou, com o início de uma gestão mais profissional em Gelsenkirchen.

O Schalke 04 conquistou a Copa da Uefa em 1997, o maior título de sua história, mas não disputou de fato a Bundesliga naquela década. Sua melhor colocação aconteceu em 1995/96, assumindo o terceiro lugar apenas na reta final e longe de competir com o campeão Borussia Dortmund. A virada do século, porém, providenciou também um ponto de virada aos Azuis Reais na liga. Viriam forte na disputa em 2000/01. Tempos de Oliver Reck no gol, Tomasz Waldoch liderando a defesa, Andreas Möller orquestrando o meio-campo, Gerald Asamoah contribuindo com sua potência e Ebbe Sand empilhando gols, além de outros coadjuvantes importantes como Emile Mpenza, Jiri Nemec e Jörg Böhme.

Comparativamente, o Schalke tinha menos time que o Bayern de Munique. Entretanto, em meio às suas oscilações, a equipe de Huub Stevens mostrou que poderia ser competitiva antes da pausa de inverno, quando assumiu a liderança. O início do segundo turno foi ruim, com direito a uma sequência de cinco partidas sem vencer. Só que em abril os Azuis Reais pegaram embalo, especialmente ao derrotarem os bávaros por 3 a 1 em Munique, com direito a tripleta de Sand. O resultado alçou o clube de Gelsenkirchen à liderança. Manteriam-se lá até a penúltima rodada, quando a derrota na visita ao Stuttgart, com um gol decisivo de Krasimir Balakov aos 45 do segundo tempo, recolocou o Bayern no topo. Então, veio o grande trauma.

O Schalke entrou na última rodada três pontos atrás do Bayern. Com um saldo de gols superior, precisava vencer e secar os oponentes. Em uma partida maluca em Gelsenkirchen, na qual perdia até os 28 do segundo tempo, o Schalke bateu o Unterhaching por 5 a 3. E ia comemorando o título com o gol de Sergej Barbarez aos 45 do segundo tempo, que dava a vitória ao Hamburgo contra o Bayern.

Naquele momento, todos os olhares no país já se voltavam ao que acontecia no Volksparkstadion, em duelo que teve o início atrasado por causa de bananas atiradas contra Oliver Kahn. No entanto, quando a torcida já tinha invadido o campo em Gelsenkirchen, veio a péssima notícia de Hamburgo. A 20 segundos do apito final, um recuo de bola concedeu o tiro livre indireto aos bávaros. Kahn já estava na área arrumando confusão. E embora Stefan Effenberg tenha ajeitado a bola, o tiro decisivo saiu dos pés de Patrik Andersson, que nunca havia feito um gol ou batido uma falta pelo Bayern. O chute seco do zagueiro sueco passou por baixo da barreira e morreu nas redes. No último lance, a Salva de Prata era arrancada das mãos dos Azuis Reais, que terminaram a campanha um ponto atrás.

Temporada 2004/05

Bicampeão da Copa da Alemanha, o Schalke demorou a se recompor do trauma na Bundesliga. Só voltou a disputar o título em 2004/05, com um time bastante modificado em relação ao início da década. Frank Rost era o ídolo no gol. A defesa permanecia com Waldoch, bem acompanhado por Darío Rodríguez e Marcelo Bordon. No meio, Hamit Altintop, Christian Poulsen e Levan Kobiashvili davam consistência, enquanto Lincoln se encarregava da armação. Já no ataque, Asamoah e Sand compartilhavam a missão com o artilheiro Aílton.

Ao final do primeiro turno, o Schalke chegou a vencer nove jogos em dez rodadas, o que o impulsionou à segunda colocação. A perseguição ao Bayern estava clara. E os Azuis Reais até chegaram a assumir a liderança em março, quando um gol de falta de Lincoln rendeu a vitória sobre os bávaros. Fogo de palha. A partir de então, a equipe entrou em espiral, vencendo apenas três de seus últimos nove compromissos. Os oponentes retomaram a ponta e nadaram de braçada. Apesar do vice, o Schalke terminou a 14 pontos dos campeões. Naquele momento, ao menos, vivia-se uma crescente em Gelsenkirchen. As boas campanhas se tornaram constantes, enquanto as dívidas eram sanadas. A Veltins Arena dava novo suporte financeiro, algo que renderia o período de melhores resultados desde a criação da Bundesliga – mesmo sem a Salva de Prata.

Temporada 2006/07

Quarto colocado em 2005/06, o Schalke voltou a se candidatar ao topo em 2006/07. Bordon, Darío Rodríguez, Altintop, Lincoln e Asamoah continuavam como nomes importantes no grupo. Mas também chegaram reforços importantes, a exemplo de Rafinha, Halil Altintop, Peter Löverkrands e Kevin Kuranyi. E, acima de tudo, as categorias de base passaram a oferecer talentos do calibre de Manuel Neuer e Mesut Özil, adolescentes que ganhavam chances na escalação titular do técnico Mirko Slomka.

Aquela foi uma temporada atípica, porque o Bayern esteve distante de brigar pelo topo. A disputa se concentrava também entre Werder Bremen e Stuttgart. E, depois de crescer com uma boa série invicta no final do primeiro turno, o Schalke assumiu a liderança após a pausa de inverno. Manteve-se 13 rodadas consecutivas na primeira colocação, em sequência que não era exatamente arrebatadora, mas contou com vitórias importantes nos confrontos diretos contra o Werder e o Stuttgart. De qualquer maneira, os dois concorrentes permaneceram no encalço até o fim.

A reviravolta é inesquecível, principalmente aos torcedores do Borussia Dortmund. O Schalke já poderia ser campeão na penúltima rodada, entrando com um ponto de vantagem sobre o Stuttgart e dois sobre o Werder Bremen. Para tanto, além de contar com tropeços dos rivais, precisava vencer o clássico no Westfalenstadion. Não foi bem o que aconteceu. Os gols de Alexander Frei e Ebi Smolarek (este, rendendo uma emblemática comemoração diante da Muralha Amarela) representaram outra depressão em Gelsenkirchen, permitindo que o Stuttgart chegasse ao topo a uma rodada do fim. Assim, no compromisso derradeiro, a vitória do Schalke por 2 a 1 sobre o Arminia Bielefeld pouco adiantou, depois que os suábios bateram o Energie Cottbus de virada pelo mesmo placar. A Salva de Prata ficou com os alvirrubros.

Temporada 2009/10

Ok, o Schalke 04 foi vice-campeão em 2017/18, além de acabar a Bundesliga três vezes na terceira colocação ao longo dos últimos dez anos. Contudo, a única vez em que realmente pôde sonhar com a conquista até as rodadas finais aconteceu em 2009/10. Já era um time diferente em relação ao traumatizado em 2007. Manuel Neuer se consolidara como um dos melhores goleiros da Alemanha; a defesa, além de Bordon e Rafinha, ganhara com a ascensão de Benedikt Höwedes; Heiko Westermann dava proteção extra, enquanto Ivan Rakitic desequilibrava pelo meio; já no ataque, Asamoah vivia os últimos tempos de sua interminável idolatria, embora as estrelas do setor fossem Kuranyi e Jefferson Farfán.

O Schalke passou todo o primeiro turno mudando de posições, até assumir a vice-liderança em dezembro. Caiu um pouco na virada do ano, mas uma boa sequência a partir da vitória no dérbi garantiu a primeira colocação em março, após bater o Bayer Leverkusen. O problema era encarar o Bayern, que acabara de ser ultrapassado, logo no compromisso seguinte. Nem mesmo o apoio da torcida na Veltins Arena ajudou, com os gols de Franck Ribéry e Thomas Müller saindo num intervalo de 62 segundos e culminando na derrota por 2 a 1, que recolocou os bávaros no topo. Então, os Azuis Reais seguiram uma perseguição inútil nas cinco rodadas finais, em que terminaram cinco pontos atrás dos campeões. Como consolo, veio a grande campanha na edição seguinte da Liga dos Campeões (já com Raúl, Christoph Metzelder, Klaas-Jan Huntelaar e o recém-promovido Julian Draxler), em que eliminaram a Internazionale e chegaram às semifinais, bem como a nova conquista na Copa da Alemanha, a quinta do clube.