A Libéria recebeu a Nigéria, em Monrovia, sua capital, para um amistoso internacional, registrado no site da Fifa. A partida acabou se tornando um assunto de Estado porque, entre os jogadores do time da casa, estava o presidente do país. George Weah, 51 anos, abandonou a aposentadoria momentaneamente para defender a sua seleção contra os nigerianos – que venceram por 2 a 1.

A partida foi uma homenagem a Weah, único africano melhor do mundo pela Fifa e eleito presidente da Libéria no final do ano passado. A ocasião especial foi para aposentar a camisa 14, que ele costumava utilizar. Segundo o Twitter oficial da seleção nigeriana, a torcida gritava e aplaudia cada vez que o chefe do executivo – e, obviamente, capitão do time – tocava na bola durante a partida.


A Nigéria entrou em campo com muitos jovens e atletas pouco experientes na seleção, mas também com Wilfried Ndidi e Oghenekaro Etebo, que foram importantes para o time africano na última Copa do Mundo, e Iheanacho entrou no segundo tempo. Henry Onyekuru acertou o ângulo para fazer 1 a 0, e Simeon Nwankwo completou escanteio de Etebo para ampliar.

Forma de forma e aposentado há 15 anos, Weah não conseguiu brilhar contra a Nigéria, mas ficou em campo 78 minutos e até tentou uma jogada individual, costurando marcadores, no rebote de uma falta que ele mesmo cobrou.

A nota triste do jogo é que perdemos a oportunidade de usar literalmente o trocadilho “pênalti é tão importante que tem que ser cobrado pelo presidente” porque o árbitro assinalou penalidade máxima para a Nigéria, por toque de mão de Semi Ajayi dentro da área, apenas dez minutos depois de Weah deixar o campo. A Libéria descontou com a cobrança de Kpah Sherman.

A camisa 14 de Weah em destaque no estádio de Monrovia