Se a eliminação no Campeonato Paulista foi honrosa a ponto de fazer a torcida do São Paulo respeitar mais o time que tem, grande parte do jogo de ida contra o Atlético Paranaense, nesta quarta, pela quarta fase da Copa do Brasil, causou preocupação. Afinal, na Arena da Baixada, o Furacão foi mais ofensivo, eficaz e eficiente para fazer 2 a 0. Poderia ter encaminhado a classificação. Mas o Tricolor melhorou, diminuiu a vantagem e deixou algo aberto para a volta, no Morumbi.

No começo do primeiro tempo, até que o São Paulo experimentou o ataque. Como aos oito minutos, quando lançamento de Petros quase deixou Tréllez livre para completar, mas Santos antecipou a saída do gol. Ou aos 11 minutos, num chute de Nenê, para fora. No Atlético, entre vários cruzamentos altos (algo até incomum num time comandado por Fernando Diniz), só uma troca de passes rasteiros rendeu boa chance, aos 18. Lucho González tabelou com Guilherme, entrou pela direita na grande área e cruzou, mas a bola bateu na coxa de Arboleda e ficou lenta para Sidão pegar na pequena área. Na vez seguinte em que chegou com bola no chão, aos 23, o Furacão fez 1 a 0. Pablo veio pela esquerda, após superar Rodrigo Caio, e tentou cruzar. A bola bateu de novo em Arboleda – mas sobrou para o atacante do time paranaense, que chutou cruzado no contrapé de Sidão para o 1 a 0.

Estava aberto o caminho para o time da casa dominar a bola e o jogo em Curitiba, ao passo que o São Paulo ficou cada vez mais inerte, ofensivamente – apenas chegando depois aos 42, num chute de Liziero, para fora. Já no segundo tempo, mesmo que não fizesse Sidão trabalhar demais, o time anfitrião tentava em arremates de fora. Primeiro, com Raphael Veiga, aos 7, depois com Nikão, aos 10′, chutando à esquerda do gol. Finalmente, aos 16, pareceu que a classificação estava encaminhada. Após cobrança de escanteio por Carleto, Reinaldo tentou dominar a bola, quase na pequena área. Não só pegou mal, como “ajeitou” para Paulo André também desviar, com o calcanhar, e fazer 2 a 0.

Mas o próprio lateral esquerdo, por sinal, ajudaria a tentar refazer as coisas, ao participar da jogada do gol são-paulino, logo depois, aos 18, cruzando a bola para Tréllez desviá-la. E aí, se iniciou um período de inesperado equilíbrio. Se Nikão quase fez o terceiro aos 32, arrematando para Sidão espalmar, o São Paulo cresceu. Com Nenê à frente, esteve à beira do empate algumas vezes, como aos 42 minutos, quando Reinaldo mandou a bola rente à trave esquerda de Santos. E assim, dos males, ficou o menor para o time são-paulino. Que mantém a esperança, até o 19 de abril da volta. Esperança: é o que resta. Até porque a vantagem, na Copa do Brasil e no retrospecto na Arena da Baixada, segue sendo do Atlético Paranaense.