Nas quartas rodadas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, o sábado foi rico em bons momentos dentro de campo – até inesperadamente. Na segunda divisão, após cinco anos sem um jogo que parasse Campinas, Ponte Preta e Guarani se reviram – e a Macaca pôde se valer da eficiência, principalmente nas bolas aéreas, para superar o arquirrival no 3 a 2. A Série A não teve clássico, mas teve um jogo que valeu a atenção: São Paulo e Atlético Mineiro fizeram um 2 a 2 cheio de alternâncias. E após a semana tristemente turbulenta que teve, o Vasco ganhou no 4 a 1 sobre o América-MG alguma esperança para seguir.

Tal esperança, aliás, foi simbolizada no gol que completou a goleada em São Januário. A vitória já estava praticamente consumada – afinal, o placar já estava na virada por 3 a 1, e já corriam os acréscimos ao segundo tempo. Porém, houve tempo para Kelvin evocar Robin van Persie, no Espanha x Holanda da Copa de 2014. Foi Leandro Desábato arriscar o lançamento de fora da área e… bem, o final já se imagina.

No Morumbi, o São Paulo até deu mostras de que conseguiria contornar a pressão do Atlético Mineiro – num dos lances do Galo, aos 14 minutos, Sidão foi impressionante em toque de Roger Guedes. Afinal, Everton fez 1 a 0, e o Tricolor se segurou no primeiro tempo. Todavia, os visitantes de Belo Horizonte seguiram mais ofensivos no segundo tempo – aproveitando a má entrada de Liziero. E conseguiram a virada, com Roger Guedes e Ricardo Oliveira. Jogo decidido? Nada disso. Porque, aí, o São Paulo partiu incessante em busca do empate. Cristián Cueva entrou muito bem – ativo, sempre oferecendo opções de jogada. Tanto que, em seu primeiro lance após substituir Hudson, o peruano deixou Diego Souza livre para empatar, marcando um gol que coroou atuação elogiada, daquelas que o carioca não tinha havia muito tempo com a camisa são-paulina.

 

No clássico que pôs Guarani e Ponte Preta frente a frente, após cinco anos, o asco e a repugnância ficaram fora de campo, após uma morte em briga de alguns torcedores. Dentro, também não faltaram os momentos para a torcida comentar a partida. Primeiro, a mão na bola clara de Edson Silva dentro da área, no início do jogo, que passou em branco para Leandro Pedro Vuaden. Depois, o gol contra de Danilo Barcelos que pôs o Bugre na frente, poucos minutos depois. A recuperação posterior de Danilo Barcelos, personagem de cruzamentos para dois dos gols da Ponte – o primeiro, de Reginaldo, que empatou aos 22, e o terceiro, de André Luis, já no segundo tempo. O destaque de André Luis, com dois gols – o primeiro, da virada, ainda aos 25 da etapa inicial, comemorado com a mesma máscara de macaco que o argentino Darío Gigena usara ao comemorar um gol no Derby pelo Brasileiro de 2003. O pênalti que Rondinelly converteu para devolver alguma esperança aos bugrinos no Brinco de Ouro. O gol que Felippe Cardoso perdeu para selar a vitória nos acréscimos do segundo tempo – com duas opções de jogada, o atacante chutou em cima do goleiro Bruno Brígido. Momentos que deixam claro porque o clássico campineiro é sempre tão esperado.