A abertura do Mundial de Clubes teve um time claramente superior ao outro, mas mesmo assim sendo eliminado. O Auckland City não tem um jogador de alto nível, nem é totalmente profissional, mas mostrou ser mais organizado e bem preparado para jogar contra um time como o Al Jazira. O problema é que o placar não refletiu isso. Com um gol de Romarinho, o clube dos Emirados Árabes, que representa o país-sede, venceu por 1 a 0 e eliminou os neozelandeses.

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O Auckland City começou melhor na partida, chegando ao ataque com perigo e ameaçaram abrir o placar. O time, mesmo sendo semi-amador, deu trabalho ao Al Jazira. Aliás, uma das tônicas do jogo foi justamente o clube neozelandês com a posse de bola, tentando trabalhar as jogadas, ainda que com dificuldades.

A estratégia do Al Jazira de fazer a transição rápida para o ataque se intensificou depois dos 38 minutos do segundo tempo. Foi quando o Al Jazira trabalhou a jogada pelo lado esquerdou, deu um pouco de sorte depois de um rebote que o árbitro, o senegalês Malang Diedhiou, fez um corta-luz para não atrapalhar. Romarinho chutou de primeira de fora da área e marcou um golaço: 1 a 0.

O gol fez o time dos Emirados Árabes se fechar mais na defesa e tentar apenas trabalhar em velocidade. No final do primeiro tempo, o Auckland City demorou a se encontrar novamente em campo. Mas o intervalo faria bem ao time campeão da Oceania.

Quando os dois times voltaram para o segundo tempo, os neozelandeses pareciam estar de novo organizados, bem posicionados e tentando trabalhar a bola com paciência para chegar ao ataque. Tanto que logo nos primeiros minutos criou duas grandes chances para empatar. Na melhor delas, De Vries recebeu dentro da área, fez o drible, mas acabou desarmado. No rebote, Howieson soltou uma bomba de fora da área. O goleiro Khaseif fez uma boa defesa mandando para escanteio.

O panorama do jogo era claro: até os 25 minutos do segundo tempo, o único chute a gol do Al Jazira tinha sido o gol de Romarinho. De resto, só dava Auckland, que mostrava muita força de vontade e, mais do que isso boa organização para envolver a defesa do time da casa. E continuava criando – e desperdiçando – as chances.

Um dos melhores jogadores do Auckland, o argentino Emiliano Tade, teve uma boa chance em um lance pelo meio, que costurou a marcação e teve espaço para finalizar, mas chutou fraco. Faltou força para ele finalizar melhor.  O Auckland City chegou novamente aos 29 minutos, em um cruzamento da esquerda que De Vries completou de primeira à queima roupa, mas o goleiro Khaseif defendeu.

É inevitável imaginar que a falta de força nas finalizações que o Auckland mostrou não tenham relação com o fato de serem amadores, em sua maioria. Com mais de 80 minutos de futebol, o Auckland City seguia bem no jogo, organizado e esforçado, mas o lado físico também passaria a pesar mais. Contra um time que, mesmo longe do mais alto nível como é o Al Jazira, ao menos é inteiramente profissional.

Nos minutos finais, o Auckland City começou a ter problemas para seguir com a troca de passes e as chegadas ao ataque. O Al Jazira apertou um pouco mais a marcação, se impondo fisicamente, ainda que com uma postura bastante defensiva. O time da Oceania pouco conseguia articular nos minutos finais e fez como qualquer time nessa situação faz: começou a tentar jogar a bola na área de onde estivesse.

O Auckland acaba mais cedo do que esperava a sua aventura no Mundial de Clubes desta temporada. Voltará para casa com a experiência de ter jogado, se igualado ao Al Jazira, mas não conseguiu se impor.

O Al Jazira avança para enfrentar o Urawa Red Diamonds pelas quartas de final, no sábado, dia 9, às 14h30 (horário de Brasília). O vencedor irá enfrentar o Real Madrid na quarta-feira, dia 13, às 15h.