Cruzeiro e Grêmio abriram os trabalhos do Campeonato Brasileiro 2018. No Mineirão, o árbitro Rodolpho Marques expulsou corretamente o zagueiro gremista Kannemann, mas errou ao não amarelar jogadores do Cruzeiro por faltas duras e, principalmente, por não mostrar cartão vermelho a Ariel Cabral, que havia dado uma entrada muito perigosa em André, antes mesmo de o compatriota ser mandado para o chuveiro mais cedo. Mal sabíamos o que aconteceria na partida seguinte, entre Flamengo e Vitória, com placar final de 2 a 2.

LEIA MAIS: Em partida bem jogada e de poucas emoções, Grêmio vence o Cruzeiro

Existem diferentes níveis de erro. O de Rodolpho Marques foi grave, mas de interpretação e critério. O de Wagner Reway foi grotesco, de anatomia. Aos 10 minutos do primeiro tempo, aproximadamente no centésimo do Brasileirão desta temporada, o Vitória tentou várias vezes acertar o gol. Parou em Diego Alves, na trave, na defesa do Flamengo e, por fim, no rosto de Éverton Ribeiro, que estava parado em cima da linha. O árbitro marcou pênalti e expulsou o meia.

Foi uma jogada muito rápida e, no ao vivo, do ponto de vista da câmera, metros acima do gramado, pareceu mesmo que Éverton Ribeiro bloqueou com a mão. No entanto, temos que destacar onde estava a arbitragem. Reway estava na entrada da pequena área, a aproximadamente seis metros da ação. O auxiliar da linha do gol estava em distância parecida, com um ângulo ainda melhor para ver a jogada.

Mesmo assim, o árbitro, que tem um olhar teoricamente treinado, marcou pênalti e expulsou Éverton Ribeiro. Um erro constrangedor. O Vitória empatou, com Yago, igualando o gol de Lucas Paquetá, marcado ao 15 segundos de jogo, e o Flamengo teve que atuar durante mais de 80 minutos com um jogador a menos. Barbieri tirou Henrique Dourado e recompôs o meio-campo com Willian Arão.

Mas a arbitragem ainda não estava satisfeita. Primeiro, ignorou um pênalti claro de Ramon em Diego, já no segundo tempo. Aos 27 minutos, Réver empatou. Mas, no começo da jogada, Willian Arão estava claramente impedido. Gol irregular. Pouco depois, Denílson fez 2 a 2 de cabeça.

Pelo menos três erros graves de arbitragem – um deles bizarro. E este foi apenas o segundo de 380 jogos do Campeonato Brasileiro. Promissor.

.