Tim Cahill tomou uma grande decisão a respeito da sua carreira, no começo da semana: está aposentado da seleção australiana, depois de 107 partidas, 50 gols e quatro Copas do Mundo. Aos 38 anos, o jogador projetou o seu futuro, em uma entrevista em coletiva Sydney. Afirmou que morará nos Estados Unidos, levantando especulações de que poderia retornar à Major League Soccer, e que começará a se preparar para virar treinador. 

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Cahill ainda não se decidiu sobre o seu futuro no futebol de clubes, depois de uma temporada que começou no Melbourne City, do Campeonato Australiano, e terminou com um retorno ao Millwall, seu primeiro clube profissional. Uma coisa que ele deixou clara é que jogar novamente na A-League está fora dos planos porque ele pretende morar nos Estados Unidos. 

“A aposentadoria do futebol internacional está decidida. Sobre o doméstico, pode haver uma oportunidade, mas é ainda algo que eu tenho tempo para decidir. Minha experiência na A-League foi fantástica. Acho que tive uma passagem de sucesso por lá. Mas viver nos EUA e tentar jogar na A-League seria impossível”, disse. 

O veterano defendeu o New York Red Bulls entre 2012 e 2015. Teve uma passagem pela China e chegou ao Melbourne City na metade de 2016. Na última temporada, foi reserva nos dois clubes em que jogou. Entrou em campo apenas 16 vezes, 15 a partir do banco. O mesmo aconteceu na Copa do Mundo. Ele teve apenas 37 minutos contra o Peru, na última partida da fase de grupos. Mas isso não o deixou incomodado. 

“Para mim, aos 38 anos, e já tendo jogado em três Copas do Mundo, o que eu aprendi, especialmente quando você joga pelo seu país, é que você está lá pelo seu país”, disse. “Eu sabia que teria um tempo para jogar. Foi para isso que me preparei nos 44 dias anteriores. Frustração é uma palavra usada porque as pessoas esperavam me ver jogar, mas, para mim, foi uma honra fazer parte de uma quarta campanha de Copa do Mundo”. 

Para o futuro, Cahill visualiza um papel de embaixador da A-League e uma carreira como treinador. “Estou interessado em ser técnico. Vou passar um tempo na Austrália me reunindo com alguns parceiros. Vou voar para o Reino Unido e começar o curso da licença Uefa B e abrir as portas para propostas para jogar futebol”, encerrou.