O assistente de vídeo mal chegou à Bélgica e já está sendo rechaçado. De acordo com a Voetball International, todos os clubes da primeira divisão, por meio do executivo-chefe da liga profissional do país, enviaram uma carta à comissão de arbitragem pedindo que o instrumento não seja mais utilizado, depois de alguns erros nas primeiras rodadas do Campeonato Belga.

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O curioso é que os casos citados são todos de omissão, e não de ações equivocadas. O assistente não interveio, no último fim de semana, em um pênalti não marcado de Brandon Mechele, do Club Brugge, em Peter Olayinka, do Zulte-Waregem, na vitória do Brugge por 2 a 1, a segunda vez que o VAR falha em corrigir um lance em partida do Zulte-Waregem.

As falhas entram no contexto dos soluços na utilização do assistente de vídeo em outras competições, como na Copa das Confederações, e na vizinha da Bélgica. A Supercopa da Holanda foi particularmente problemática: a intervenção do VAR transformou um placar que seria 2 a 0 em 1 a 1, embora o Feyenoord ainda tenha sido campeão. Na Holanda, porém, o artifício só será utilizado na copa, e não na liga.

A reportagem belga afirmou que o próprio chefe de arbitragem da Bélgica, Johan Verbist, não está contente com “o sistema de meio milhão de dólares” e chamou todas as partes para um diálogo. No site da Federação Belga, Verbist tem feito vídeos para comentar como o VAR deveria ou não ser utilizado. Inclusive no incidente do jogo do Club Brugge.