O Flamengo conseguiu uma vitória com muita autoridade diante do Sport, no Maracanã, por 4 a 1. Favorito destacado do jogo, os rubro-negros tiveram poucos momentos de sofrimento. O susto foi apenas no gol de empate do Sport, mas o ataque acabou por decidir o jogo no segundo tempo. A entrada de Uribe como titular, no lugar de Guerrero, trouxe um time um pouco diferente. A volta de Éverton Ribeiro também foi importante, com o meia tendo atuação de destaque e ainda marcando um golaço. Com jogadores de meio-campo se aproximando do ataque e o ataque participando da criação, o Flamengo se tornou muito perigoso.

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Depois de um primeiro tempo mais travado, com muitos erros, no segundo tempo o time da casa se soltou. Com muita movimentação, o Flamengo mostrou um repertório grande de jogadas, criando muito quando tinha a bola. Embora Uribe fosse, em tese, o jogador mais avançado do ataque, ele recuou muitas vezes para participar mais do jogo. Com isso, no seu posicionamento médio, esteve próximo de Lucas Paquetá, jogador que se aproxima muito do ataque. Marlos Moreno, atuando aberto pela esquerda, causou problemas à defesa dos pernambucanos.

O Flamengo se defendia basicamente com quatro jogadores. Além dos dois zagueiros, Renê descia pouco, até porque Marlos Moreno estava sempre muito aberto. Diego, caindo mais pela esquerda, ajudava a organizar o time. No papel de coadjuvante, e sem ter muito problema na marcação quando não tinha a bola. Assim, o time formava uma linha ofensiva muito forte com Rodney trabalhando com Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá encostando em Uribe, e Diego trabalhando com Marlos Moreno. O resultado foram 22 chutes a gol, ainda que com um índice de acerto baixo: só nove chutes foram no alvo.

Aproximação e compactação criou volume ofensivo. Veja posicionamento médio do Flamengo contra o Sport (Reprodução WhoScored)

Pelo seu modo de jogar, Paquetá tem sido crucial. Foi o jogador que mais fez passes no jogo (74), iniciando muitas vezes as jogadas, algo o tornou muito importante para o Flamengo. Os outros dois jogadores que mais passaram a bola são também jogadores que iniciam a saída de bola, mas normalmente sem muita criatividade: o volante Gustavo Cuéllar (72) e o lateral esquerdo Renê (72). No Sport, quem mais passou foi Fellipe Bastos (70).

Nos passes-chave, aqueles que se transformam em finalizações, a importância de Éverton Ribeiro se acentua. O camisa 7 do Flamengo fez quatro passes desse tipo, um deles se transformando em gol, de Fernando Uribe. O colombiano, aliás, foi muito bem no jogo. Fez o seu gol em uma falha do goleiro Magrão. Só que além do gol, ele fez também dois passes para finalização, um deles de Paquetá, que fez o gol.

Marlos Moreno foi outro a participar bem nesse quesito: três passes para finalizações, sendo uma delas o gol de Éverton Ribeiro – ainda que o gol do camisa tenha sido um mérito individual muito grande também. Diego, ainda que mais recuado, foi outro a fazer dois passes para finalizações, o que foi importante.

Marlos Moreno vai para cima da marcação (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Já no segundo tempo, o Flamengo levou a campo Geuvânio e Paolo Guerrero nos lugares de Diego e Éverton Ribeiro. Com o jogo já decidido, ambos tiveram boas participações. Jean Lucas entrou no final do jogo, também participando bem. São jogadores que podem ser importantes para a sequência de jogos, já que o Flamengo terá um agosto terrível em termos de calendário, com jogos decisivos da Copa do Brasil e da Libertadores, além do próprio Brasileiro.

Depois de 16 jogos, o Flamengo alcança 34 pontos, com 70,8% de aproveitamento. Mais do que esses números, o rubro-negro vai criando alternativas de jogo ofensivo, algo que se esperava há muito tempo em um elenco tão farto de jogadores de ataque. Com o reforço de Vitinho, fica ainda mais forte nesse quesito para brigar por todas as frentes. O time voltará a campo na quarta, dia 1º de agosto, contra o Grêmio, fora de casa. No sábado segunda, dia 4, volta a campo pelo Brasileirão, contra o mesmo adversário, no mesmo estádio.

O Sport, por sua vez, chega a quatro derrotas consecutivas. Antes do Flamengo, tinha perdido também do Vitória, do Fluminense e do Ceará. Está em 12º, com 19 pontos nos 16 jogos que fez. São apenas três pontos da zona do rebaixamento, sendo que times que estão por ali tem jogos por fazer. A situação começa a ficar preocupante para o time da Ilha, que tem mais potencial do que apresentou até aqui. Depois do bom desempenho após a chegada de Claudinei Oliveira, o time precisa reencontrar soluções. O jogo da próxima semana, o jogo é crucial. No domingo, dia 5, o Leão recebe a Chapecoense, na Ilha do Retiro. Serão três pontos importantes em disputa para poder seguir a disputa e respirar.