A Copa América 2019 será realizada no Brasil ganhou um logo. E é curiosamente parecido com a Eurocopa de 2016. O logo não é das melhores coisas, mas a competição é muito importante no continente, até pelo caráter marcante que ela terá. Será a última realizada em anos ímpares. Em 2020, haverá um novo torneio nos Estados Unidos, como aconteceu em 2016, e a partir de então a competição será realizada no mesmo ano da Eurocopa.

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A competição será um desafio importante para a seleção brasileira. A primeira competição oficial do Brasil após a Copa do Mundo de 2018 e logo jogando em casa. A Conmebol faz um rodízio de sedes por ordem alfabética e o Brasil deveria sediar o evento em 2015. Por causa da Copa em 2014 e da Olimpíada em 2016, o Brasil pediu para inverter com o Chile, que sediou em 2015, deixando para o Brasil receber o evento em 2019.

Em campo, o Brasil tentará aproveitar o fator casa como não conseguiu em 2014. Em 2015, foi o primeiro fracasso de Dunga, então técnico do Brasil pela segunda vez. A eliminação diante do Paraguai nas quartas de final deixou uma ferida aberta. A queda do técnico se concretizaria um ano depois, em 2016, na Copa América Centenário, nos Estados Unidos. O time sequer passou da fase de grupos, o que fez a CBF demitir Dunga e, finalmente, chamar Tite para o cargo. Foi com ele que o Brasil melhorou nas Eliminatórias, se classificando com sobras, e foi até a Rússia para a Copa do Mundo, caindo nas quartas de final.

Antes, em 2011, o Brasil também caiu também nas quartas de final da Copa América, realizada na Argentina, diante do mesmo Paraguai. O último título brasileiro foi em 2007, na Venezuela, sob o comando de Dunga e com o time completamente modificado em relação à Copa de 2006, um ano antes. Desta vez, a tendência é a manutenção da base da equipe, ainda mais se Tite continuar como técnico. Será, porém, um desafio encontrar jogadores que possam renovar o time no setor defensivo, onde Miranda e Thiago Silva, ambos com 33 anos, já são veteranos, assim como Daniel Alves na lateral direita, com 35, e Marcelo na esquerda, com 30.

O logo da competição divulgado nesta segunda-feira guarda algumas similaridades com o logo da Eurocopa 2016. Os logos, aliás, costumam ser bastante parecidos, se formos olhar em alguns dos últimos anos. Parece que as entidades não querem mudar muito – ou não são competentes o bastante para isso, vai saber.

O logo da Copa América 2019, à esquerda, e da Eurocopa 2016, à direita (Foto: reprodução)

A edição 2019 da Copa América será disputada entre 12 seleções. Além das 10 sul-americanas vinculadas à Conmebol, dois convidados: o Japão e o Catar. O evento terá cinco cidades-sede, como revelado por Fernando Sarney, vice-presidente da CBF, no dia 14 de junho. Os jogos serão realizados em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Havia a possibilidade de sediar jogos também em Brasília, Fortaleza e Recife, mas o número de sedes foi reduzido depois do número de participantes ter sido reduzido de 16 para 12. Segundo o Globoesporte.com, há a possibilidade de São Paulo ter dois estádios como sede, Arena Corinthians, que sediou a Copa do Mundo de 2014, e o Allianz Parque, mas isso ainda não foi definido. Em Porto Alegre, ainda não se sabe qual estádio será usado, o Beira-Rio, que sediou a Copa em 2014, ou a Arena do Grêmio. No Rio, o estádio será o Maracanã; em Belo Horizonte, o Mineirão; em Salvador, a Fonte Nova.

Há uma tendência de aproximação entre a Conmebol e a Concacaf. A Copa América 2020 será a segunda disputa com co-organização das duas entidades e foi um sucesso de público e de receitas. Com a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções, uma alternativa para não tornar as Eliminatórias da Copa mais atraentes é juntar as seleções de Concacaf e Conmebol.

Claro que a questão é bem mais complicada do que a ideia, mas diante do sucesso comercial que a Copa América Centenário teve em 2016, e a boa relação entre as duas entidades, é possível vermos uma aproximação ainda maior. O que pode ter consequências também no futebol de clubes, a longo prazo. Como a Libertadores já teve times mexicanos, com a união das duas confederações, seria possível ter uma competição de clubes integrada. Essa possibilidade, porém, ainda é algo muito distante da realidade. Ao menos por enquanto.