Ousmane Dembélé foi a reação imediata do Barcelona à saída de Neymar para o Paris Saint-Germain. O jogador de 21 anos, ex-Borussia Dortmund, pode custar até € 150 milhões para os catalães, o que obviamente aumentou a pressão sobre o seu futebol. Uma séria lesão prejudicou sua primeira temporada e janela de transferências aumentou a concorrência. Por isso, o golaço que marcou na Supercopa da Espanha, na vitória por 2 a 1 contra o Sevilla, selando a conquista do Barça, foi muito importante para ele.

O francês havia disputado apenas três partidas na Espanha quando se machucou. Ao retornar, a equipe de Ernesto Valverde já havia se acertado e caminhava para um título espanhol tranquilo. Ele deu sinais de recuperação no final da temporada, mas perdeu a posição na seleção francesa durante a Copa do Mundo e, no mercado, o Barcelona foi buscar outro jogador de lado de campo, o brasileiro Malcom, ex-Bordeaux.

Malcom, aliás, não foi relacionado para enfrentar o Sevilla por causa de uma pequena confusão. A Federação Espanhola comunicou que, por não se tratar de uma partida oficial, não haveria o limite de três extra-comunitários para a Supercopa da Espanha. Mas o Sevilla não aceitou a argumentação e ameaçou entrar na Justiça caso o Barça ultrapassasse o limite. Por via das dúvidas, Valverde deixou o brasileiro fora da partida.

Ele escalou apenas Arturo Vidal, Arthur e Coutinho, que apesar de ter conseguido passaporte português semana passada, ainda não foi reconhecido oficialmente pela liga e pela federação como português, e o Barcelona não quis deixar nenhuma brecha.

A partida começou com um gol do Sevilla. Luis Muriel puxou o contra-ataque e tocou para Pablo Sarabia fazer 1 a 0. A pressão do Barcelona foi gigantesca, com muitas finalizações de dentro da área, mas o empate demorou para sair. Apenas aos 42 minutos, Messi cobrou falta no pé da trave, e Piqué conferiu na sobra.

O Sevilla melhorou no segundo tempo, conseguiu aliviar o abafa e acertou a trave com Franco Vázquez. Mas ainda era o Barça quem criava as melhores oportunidades, e Tomas Vaclik teve que fazer uma defesa dupla diante de Messi. Aos 33 minutos, Dembélé soltou o pé cruzado para fazer o seu golaço e colocar os catalães à frente do placar. Tudo corria bem até pouco antes dos acréscimos. Ter Stegen cometeu pênalti em Aleix Vidal, mas se redimiu com a defesa do chute de Ben Yedder.

E permitiu que Messi levantasse seu primeiro troféu como capitão principal do Barcelona, cargo que assumiu com a saída de Iniesta para o Japão.