Como novo técnico campeão mundial – mais do que isso, como o terceiro homem a ter ganho a Copa do Mundo como jogador e técnico, e o segundo como capitão e técnico -, Didier Deschamps obviamente anda merecendo atenção pelo que diz, atualmente. E na edição deste sábado do diário francês “L’Équipe”, em longa entrevista sobre a campanha que levou ao segundo título mundial dos Bleus, o treinador mostrou um desejo relativamente óbvio, também: ver um francês ganhando a Bola de Ouro da Fifa, como melhor jogador do ano.

A declaração não só rendeu a manchete na capa do jornal, como foi aprofundada nas declarações de Deschamps: “Espero que um francês ganhe a Bola de Ouro, seria muito bom”. O técnico não quis revelar qual seria sua escolha, generalizando: “Eles merecem pelo que fizeram no Mundial, e por tê-lo ganho”. Entretanto, Deschamps reconheceu a dificuldade de superar Lionel Messi e Cristiano Ronaldo: “Pelo que significam, sempre estão aí”. E ainda incluiu Neymar, abaixo dos outros dois.

No decorrer da entrevista, o treinador ainda comentou sobre detalhes da campanha francesa na Copa. Ouvido sobre a mudança de esquema na partida inicial, o 2 a 1 sobre a Austrália, negou que tenha sido mudança de esquemas, do 4-4-2 para o 4-3-3: “Não é 4-4-2 com losango, não é 4-3-3, não é 4-2-3-1… é só um equilíbrio entre os momentos em que temos a bola e os momentos em que não a temos. Nunca pedi aos atacantes para estarem na frente o tempo todo. Só disse a eles: ‘Se não houver esforço…’. Mesmo depois [na campanha], às vezes jogamos no 4-3-3, às vezes no 4-4-2. Não é fixo”.

Por fim, ainda sobraram elogios para dois destaques que surgiram no decorrer da campanha: Benjamin Pavard e Lucas Hernández. “Se eu os levei, era porque sabia o que podiam fazer. Estabilizaram a defesa e até a zaga central. Lucas, então, parece um jogador de 30 anos, tamanha a calma”.