Joan Laporta, presidente do Barcelona, aceitou na madrugada de hoje a demissão de Alejandro Echevarria, um dos dirigentes do clube catalão. A pressão havia crescido nos últimos dias, desde a descoberta de um suposto envolvimento com a Fundação Francisco Franco.

Foi a sexta demissão de um dirigente do clube desde que Laporta assumiu o cargo. Antes dele, saíram Jordi Monés, Sandro Rosell, Jordi Moix, Josep Maria Bartomeu e Xavier Faus. “A situação pessoal por que ele está passando é insustentável, e isso foi o melhor para todos”, disse o presidente, referindo-se ao pedido de Echevarria.

Pouco tempo antes de aceitar a saída de Echevarria, Laporta desmentiu que tivesse forçado a mantê-lo no cargo por vínculos familiares (os dois são cunhados) e financeiros. “Lamento que se faça esta insinuação. Sempre me movi por minha conta e minha dignidade não permite isso”, afirmou.

O Barcelona sempre foi um símbolo de resistência à ditadura imposta por Franco. O orgulho catalão se opunha ao sistema, que simpatizava com o Real Madrid.