Naby Keita não precisou de muitos jogos para conquistar a torcida do Liverpool. O meio-campista voluntarioso, de enorme potência física e visão de jogo privilegiada já desponta como um dos principais nomes dos Reds para a temporada que se inicia. E depois muito desejar a mudança para Anfield, o guineense se mostra totalmente adaptado ao ambiente. A ponto de apresentar seu lado mais humano em entrevista ao site do clube. Nesta semana, a página oficial publicou uma conversa com Keita, na qual o jogador respondeu indagações feitas por torcedores. Dá para conhecer um pouco mais o seu pensamento e a sua personalidade. Abaixo, destacamos as principais respostas:

Principal atributo como jogador

“Todas as vezes em que entro em campo com meus companheiros e conquistamos a vitória, isso me dá grande prazer. Para mim, marcar gols não é o mais importante, mas se eu consigo, fico bastante contente. Mas a chave para mim, como meio-campista, é ganhar a bola atrás e então distribuir para os meus companheiros, criando chances para eles marcarem”

Os abraços de Klopp

“Ele abraça todo mundo. Gosto muito de Klopp. Ele é alguém que, como posso dizer, trata todo mundo do mesmo jeito. Todos os jogadores são iguais para ele, ele é próximo de todo mundo. Eu o vejo nos treinos e mesmo com os caras que não estão jogando, ele segue igual. Se você ganha um abraço depois do jogo, significa que ganhamos a partida e também que fizemos um bom trabalho”

O jogador mais difícil que enfrentou

“Quando eu costumava jogar contra o Bayern, Xabi Alonso sempre dificultava a minha vida. Ele era muito experiente e me fazia sofrer. A forma como ele mudava o ritmo de jogo significava que você nunca podia parar de correr. Ele era muito inteligente”

O ritual antes de cada jogo

“Primeiro, antes de cada jogo, eu sempre falo com minha mãe. Ela realmente me encoraja bastante. Então, quando estou em campo, faço uma pequena oração para o meu time e para todos em campo, dos dois lados, pedindo que nada de ruim aconteça, ninguém saia machucado. Sim, eu faço isso a cada jogo, rezo pelos dois times para que nada desagradável aconteça”

A mentalidade para as partidas

“Eu não estou interessado em pensar qual o jogo mais difícil, porque sou do tipo de pessoa que pensa que todos os times são iguais. Eu jogo contra todos os adversários no mesmo ritmo e com a mesma intensidade, o mais importante é vencer. Não há jogo mais importante que outro. Para mim, não existem times pequenos ou partidas fáceis. Você tem que se manter totalmente focado a cada jogo para vencer”

O melhor conselho que já recebeu

“Eu me lembro de alguns conselhos do meu pai. Se eu perco um jogo, ele me liga e diz: ‘Sempre foi assim, mesmo os melhores perdem às vezes, você precisa ser forte e não desanimar. Não pode desistir. Apenas mantenha seu trabalho duro'”

Como lida com as críticas

“Para mim, pessoalmente, a crítica é parte do nosso trabalho. Tudo depende, mas se eu for criticado, eu apenas começo a trabalhar e não desisto, tentando ser uma grande presença em campo. Faço de tudo que eu posso para ajudar o meu time a vencer”

A maneira como encara a vida

“Minha mãe sempre me disse para não desanimar com as coisas e que eu sempre tentasse fazer o melhor e ser feliz. Isso te dá o desejo e a motivação, então você nunca pode ficar triste. Tudo acontece por uma razão e é quase planejado para nós. Então, você deve sempre ser feliz e otimista. Eu sei que não dá para ser delirantemente feliz todos os dias, mas pelo menos podemos tentar”

A melhor lembrança da infância

“Há muitas lembranças. Quando eu era criança, costumava a jogar esses pequenos torneios de mata-matas nas ruas, eu estava sempre determinado a jogar bem e as pessoas me diziam que um dia eu atuaria na Europa. Eu tinha apenas oito ou dez anos, então não fazia ideia sobre como ir à Europa ou como seria. Foi a partir dos 15 anos que comecei a focar e concentrar no meu futuro. Mas a melhor lembrança era marcar muitos gols na rua e criar muitas chances para os meus amigos. Jogávamos a noite toda, depois que voltávamos da escola”

Plano para o final da carreira

“O plano que tenho agora em minha mente para quando me aposentar é voltar à Guiné e criar algo que ajude crianças a progredir e, talvez, encontrar o seu caminho para jogar futebol na Europa, como aconteceu comigo”