Chelsea e Arsenal fizeram um jogo que nenhum defensor dos dois times deve ter gostado. Foi um festival de chances perdidas, nos dois lados do campo, e que rendeu cinco gols, mas que poderia ser muito mais. Depois de sair perdendo, o Arsenal empilhou chances, desperdiçou, e o Chelsea, que também perdeu suas chances, venceu por 3 a 2. Um jogo cheio de emoções, gols e, por que não dizer, falhas defensivas. Destaque defensivo apenas para o goleiro Petr Cech, do Arsenal, que fez algumas grandes defesas, fundamentais para que o time não tomasse mais gols.

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O ritmo do primeiro tempo foi de tirar o fôlego, de lado a lado. Logo no início, aos oito minutos, Jorginho colocou uma boal preciosa para Marcos Alonso na esquerda e o lateral avançou om liberdade, cruzou rasteiro para Pedro, de primeira, marcar 1 a 0. O Arsenal, porém, teve uma excelente chance de empatar. Bellerín recebeu na direita de Guendouzi, cruzou rasteiro e Aubameyang, no meio da área, na marca do pênalti, chutou por cima. Uma chance claríssima desperdiçada.

O pior veio em seguida. Um castigo duro. Álvaro Morata recebeu em velocidade, chegou antes da marcação e, frente a frente com Cech, tocou para o gol: 2 a 0. O Arsenal não desanimou e foi para cima. Criou mais uma chance claríssima, desta vez finalizada por Mkhitaryan, que, também livre dentro da área, chutou por cima do gol. Parecia que não seria o dia dos Gunners.

Aos 36 minutos, Mkhitaryan se redimiu, em parte. Ele aproveitou a bola que sobrou na entrada da área, chutou forte e bem colocado de perna esquerda para diminuir: 2 a 1, recolocando o time no jogo. Aos 43 minutos, o Arsenal, Aubameyang, em um dia péssimo, recebeu de Iwobi e novamente errou, chutando fraco. Foi então que aos 45 Iwobi resolveu sozinho, completando de primeira um cruzamento de Mkhitaryan e empatando o jogo.

Depois de um início arrasador do Chelsea, o Arsenal se recuperou e foi ele que terminou o primeiro tempo merecendo estar à frente no placar. Só que veio o segundo tempo e as coisas mudaram. Foi quando Petr Cech passou a ser exigido, como em uma cobrança de falta de David Luiz, defendida pelo treinador. Antes, Barkley já tinha exigido do goleiro tcheco, que apareceu.

Quem entrou para decidir foi Eden Hazard. Sem plenas condições físicas, Hazard só entrou no segundo tempo. Ele substituiu o brasileiro Willian. E foi quem recebeu a bola no lado esquerdo, passou pela marcação e cruzou rasteiro para Marcos Alonso. O lateral, que já tinha participado do primeiro gol, tocou dentro da área como atacante para fazer 3 a 2, aos 36 minutos.

A vitória ficou com o Chelsea, mas há muito a se pensar do lado azul. Falhas defensivas que permitiram ao Arsenal criar muitas, muitas chances de gols. Como pontos positivos, a atuação de Jorginho, bem no meio-campo e comandando as ações do time, o bom jogo de Pedro e de Azpilicueta, o gol de Morata, que o ajuda a ter um pouco mais de confiança, e Barkley, que se não é o jogador que brilhou no Everton, já dá sinais que será útil.

No Arsenal, alguns pontos negativos, como Xhaka, que foi mal em campo. Sokratis também não teve uma boa atuação, deixando espaços e lento demais para acompanhar a rapidez do Chelsea. Özil foi mal, apagado, pouco conseguiu fazer em campo e foi substituído justamente. De positivo, Guendouzi, que mais uma vez teve atuação de destaque, e Mkhitaryan, que apesar do gol perdido, foi fundamental para recolocar o time no jogo. Unai Emery também tem muitas reflexões a serem feitas.