O principal jogo da rodada na Ligue 1 aconteceu neste domingo, e teoricamente já importante para as definições na parte de cima da tabela, analisando as possibilidades de ambas as equipes. Se fica difícil competir com o Paris Saint-Germain, a exigência mínima a Monaco e Olympique de Marseille é a classificação à Liga dos Campeões. E os dois candidatos ao torneio continental fizeram um jogo movimentado no Estádio Louis II, sobretudo no segundo tempo. A noite proporcionou duas viradas e, aos 44 do segundo tempo, os marselheses comemoraram a vitória por 3 a 2. Excelente resultado ao clube, depois de alguns tropeços indesejados neste início de campeonato.

O primeiro gol saiu nos acréscimos do primeiro tempo. Dominando as oportunidades, o Olympique deu um passo à frente quando Dimitri Payet cruzou e Kostas Mitroglou cabeceou bonito. No entanto, com oito minutos do segundo tempo, o Monaco já tinha virado – cortesia de Adil Rami, em noite desastrosa. Primeiro, um domínio errado do zagueiro permitiu que Radamel Falcao García partisse com o caminho livre. O campeão do mundo se recuperou e salvou com um carrinho espetacular na pequena área, mas Youri Tielemans aproveitou o rebote. Depois, em contra-ataque dos monegascos, uma tentativa horrível de corte feita pelo veterano permitiu que Falcao ficasse com a bola novamente. Desta vez, acertando as redes.

Os companheiros ajudariam Rami a se reerguer, principalmente Florian Thauvin, que saiu do banco. O empate veio aos 28, em cruzamento rasteiro de Hiroki Sakai que aproveitou a infiltração de Thauvin, batendo de primeira. Já a virada aconteceu nos últimos suspiros, aos 44, a partir de uma cobrança de escanteio. Thauvin cruzou no capricho rumo ao primeiro pau e Valère Germain fez valer a “lei do ex”. A bola molhada em meio à chuva atrapalhou a defesa de Diego Benaglio, que tem sua parcela de culpa. Resultado suado e valiosíssimo para os marselheses na sequência da campanha.

Depois de perder para o Nîmes e empatar com o Rennes, o Olympique chega aos sete pontos, na quinta colocação. Mais preocupante é a situação do Monaco, que só derrotou o Nantes na estreia e acumula três rodadas em jejum, com um empate e duas derrotas. Considerando o enfraquecimento progressivo do clube nos últimos anos, perdendo jogadores importantes e fazendo apostas que precisam de tempo para corresponder, fica uma ponta de dúvida sobre qual será o rendimento. Os alvirrubros conseguiram apresentar nos últimos anos uma boa regularidade, mesmo sem investir milhões. Dependerão ainda mais do bom trabalho de Leonardo Jardim.