Bélgica e Portugal fizeram o principal amistoso deste sábado de preparação à Copa do Mundo. O duelo no Estádio Rei Balduíno não teve gols ou mesmo qualquer dramaticidade. Ainda assim, foi daqueles jogos interessantes pelas propostas dos times. Sobretudo no primeiro tempo, houve empenho das equipes e lances de perigo, embora o nível tenha caído na etapa complementar. Considerando que a partida não vale nada além das observações, o empate por 0 a 0 serviu para os treinadores tomassem nota sobre o comportamento de seus comandados.

Escalações bem recheadas de ambos os lados

A Bélgica entrou em campo com sua base principal. Roberto Martínez escalou o seu costumeiro 3-4-3, com Courtois, Alderweireld, Kompany, Vertonghen; Meunier, De Bruyne, Dembélé, Ferreira Carrasco; Mertens, Lukaku, Hazard. Já Fernando Santos, sem Cristiano Ronaldo, entrou com poucas modificações em relação àquele que tende a ser seu time titular, com uma formação de bastante mobilidade na frente. Vinha com Beto, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro; João Moutinho, William Carvalho; Gelson Martins, João Mário, Bernardo Silva; Gonçalo Guedes.

Amistoso em bom ritmo

As duas seleções, obviamente, não tinham motivos para se esfolar no amistoso. Ainda assim, foi um primeiro tempo interessante. A Bélgica imprimiu um domínio maior nos minutos iniciais, tocando com velocidade e tentando explorar os lados de campo, com muita liberdade para os alas avançarem. Portugal via dificuldades para conter as aproximações, mas logo passou a equilibrar o duelo, quando os Diabos Vermelhos diminuíram sua pressão. Tanto é que a primeira boa defesa da noite foi feita por Thibaut Courtois, em tiro perigoso de João Moutinho, que tinha endereço. O goleiro se esticou para espalmar a bola perigosa, que quicou antes de chegar às suas mãos.

Faltou um pouco mais nas conclusões

A Bélgica responderia logo na sequência, em chute de Yannick Ferreira Carrasco que acertou a rede pelo lado de fora. No entanto, Portugal mostrou ainda mais nos 15 minutos anteriores ao intervalo. O ataque leve ajudava a abrir espaços, com o apoio importante pelos lados do campo, explorando justamente o posicionamento dos alas belgas. Bernardo Silva incomodava bastante, chamando a responsabilidade na conclusão das jogadas, centralizado na armação. Além dele, Raphaël Guerreiro, Gonçalo Guedes e Gelson Martins também finalizaram com perigo contra a meta de Courtois. Faltou apenas caprichar um pouco mais nos chutes. O final da primeira etapa foi positivo aos Tugas, apresentando alternativas ao seu jogo.

A Bélgica responde, mas para em Beto

Roberto Martínez veio com um caminhão de mudanças para o segundo tempo. Entraram Nacer Chadli, Adnan Januzaj, Marouane Fellaini e Christian Benteke. E os Diabos Vermelhos se impuseram no campo de ataque, com mais presença física, sem tanta pressa. Reserva de Rui Patrício, Beto substituiu bem o herói português da Euro 2016. Foram duas grandes defesas nos primeiros 20 minutos, negando o gol a Fellaini e também a Meunier. Além disso, logo Fernando Santos iniciaria sua rotação. Ricardo Quaresma, Manuel Fernandes e Bernardo Silva entraram.

Final de jogo morno

A Bélgica tinha mais posse de bola, mas apresentou dificuldades para quebrar as linhas de marcação de Portugal. Enquanto isso, as mudanças na frente não deram a mesma qualidade aos portugueses, forçando as bolas longas, sem tanto resultado. O final de jogo foi bastante morno, sem chances claras de gol. Entre as cenas legais, apenas a substituição de Eden Hazard, substituído pelo irmão Thorgan. Ao final, preocupação com Vincent Kompany, que saiu aos dez minutos do segundo tempo, se queixando de um problema físico e será avaliado.

Cem jogos para Vertonghen

A partida possibilitou a marca centenária a Jan Vertonghen, somando 100 aparições pela seleção belga. É o primeiro jogador dos Diabos Vermelhos a atingir o número. O defensor havia se tornado o detentor do recorde nacional em seu 96° jogo, quando se igualou a Jan Ceulemans, símbolo do futebol local nos anos 1980.

Próximos compromissos

A Bélgica faz mais dois amistosos antes de estrear na Copa do Mundo. Pega o Egito em 6 de junho e, no dia 11, encerra sua preparação contra a Costa Rica. Já Portugal volta a campo no dia 7, quando se despede de sua torcida no Estádio da Luz, encarando a Argélia.