Luiz Felipe Scolari é um dos técnicos históricos do Brasil, não só pelo que fez nos clubes, como Grêmio e Palmeiras, mas pela seleção. Treinador do Brasil em 2001 e 2002, foi campeão do mundo na Copa da Coreia do Sul e do Japão. Em 2012, voltou ao cargo, venceu a Copa das Confederações, mas sofreu a maior derrota brasileira em Copas: o 7 a 1. O treinador falou em entrevista ao jornal El País sobre a goleada para a Alemanha, sobre o Brasil na Copa do Mundo, Neymar e as comparações entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

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O 7 a 1 na Copa 2014

“Assim como não se esquece das vitorias, tampouco se esquece as derrotas. O que tem que fazer é fazer da derrota um marco para iniciar uma nova situação de vida. Aquele que nunca fracassou não vai vencer. As pessoas sabem disso. Aquele foi um resultado atípico, diferente, mas que me deu a oportunidade de tratar de me superar e de buscar outras formas de conseguir objetivos que não havia tido até o momento. Este foi o caso, eu fui para a China com a minha equipe e com o Guangzhou Evergrande ganhamos sete títulos de 11 possíveis”.

Brasil na Copa

“Está muito bem organizado, é uma clara candidata ao título na Rússia e estou feliz observando a seleção jogando dessa forma”, disse Felipão, que elogiou o trabalho de Tite. “Ele está fazendo muito bem. Estão muito bem organizados e conseguiu reestruturar a equipe de forma compacta jogando um futebol muito eficiente”.

Neymar

“Neymar poderia ter algum problema no início, porque poderia sentir a lesão e a falta de ritmo de jogo por ter perdido tantas partidas. Mas sim, está recuperado e estou certo que será um jogador exponencial para o Brasil”.

Há algum Ronaldo Fenômeno atualmente?

“Ronaldo era um fenômeno, letal quando jogava dentro da área. Inclusive depois das lesões conseguiu ser o artilheiro de uma Copa. Não há jogadores como ele, mas sim parecidos. Cristiano Ronaldo te faz dois gols a cada três chances. Gabriel Jesus é outro tipo de jogador, mas vai conseguir coisas com esse estilo. Ibrahimovic transmite a mesma sensação de poder que Ronaldo… Agora também há grandes jogadores”.

Sobre Cristiano Ronaldo e Messi

“São jogadores diferentes do Fenômeno. Messi é genialidade pura, Cristiano é trabalho puro e Neymar é um jogador que tem alguma mescla dos dois. Ainda assim, suas qualidades são diferentes”, afirmou o treinador, que foi quem fez Cristiano Ronaldo estrear na seleção aos 18 anos. “Até o final da sua carreira seguirá igual. É dedicação pura, autêntica. Não aceita dar menos que 100%. É o melhore exemplo para qualquer um que queira vencer na vida”.