A Copa do Mundo de 2022 foi um dos motivos do Fifagate, segundo o próprio Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, que deixou o cargo justamente pela avalanche de denúncias que atingiram a entidade. O furacão foi tão grande que o Congresso da Fifa na Cidade do México definiu novos parâmetros para as candidaturas a sediar a Copa do Mundo. Uma espécie de pacote anti-Catar para que um país como esse não vença a disputa. O problema é que a Copa de 2022 continua sendo lá.

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O Conselho da Fifa se reuniu dentro do 66º Congresso da Fifa para discutir os novos parâmetros para o processo de seleção de quem irá sediar a Copa do Mundo. Foi definido que serão quatro fases do processo de seleção: uma fase de consulta (Maio de 2016 a maio de 2017); fase de aperfeiçoamento (junho de 2017 a dezembro de 2018), avaliação de candidaturas (janeiro de 2019 a fevereiro de 2020) e a decisão final, em maio de 2020.

Cada uma das fases terá como foco quatro áreas:

  • Requisitos de direitos humanos, gestão sustentável de eventos, proteção ambiental no processo de candidatura;
  • Princípio de exclusão dos candidatos que não atinjam os requerimentos técnicos;
  • Revisão da atual instância de candidaturas conjuntas;
  • Número de times.

Segundo comunicado da Fifa, a definição sobre o formato da Copa do Mundo e o número de participantes deverá ser definida até outubro de 2016.

As medidas são um avanço em relação ao processo de candidatura que tínhamos. O problema é que não resolve o abacaxi do Catar em 2022. Desde que Gianni Infantino assumiu como presidente da Fifa, em fevereiro, o discurso é de cobrar para que o país-sede cumpra os requisitos. Um relatório encomendado pela própria Fifa diz que a Copa deveria sair de países que violam direitos humanos. Então, o que fazer com o Catar, frequentemente flagrado em situações como a de trabalho escravo?

A pressão sobre o Catar aumentará, como tem aumentado a cada ano que passa. Só que o fato é que desde 2010, o Catar é a sede escolhida para a Copa de 2022. E esta nova Fifa precisará saber como lidar com isso se quiser ganhar a credibilidade que a entidade perdeu nos últimos anos.

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