O G-14, grupo que reúne 18 clubes grandes da Europa, negou nesta quarta a intenção de pedir uma indenização de chr(128) 860 milhões à Fifa como compensação pela liberação de jogadores para as seleções. A informação havia sido divulgada nesta segunda por Jean-Louis Dupont, advogado da associação.

Segundo Thomas Kurth, diretor-geral do G-14, a quantia trata-se apenas de uma estimativa, e o grupo não exigiria o pagamento deste valor à Fifa. “A Fifa forçou o G-14 a fazer um levantamento dos danos sofridos nos últimos dez anos pelas convocações de jogadores e pelas lesões sofridas por eles. O valor dá uma idéia da importância dos danos sofridos pelos clubes”, afirmou.

Na segunda, o assunto começou a ser discutido em um tribunal belga, motivado por um pedido do Charleroi. A polêmica ganhou força com o caso do marroquino Adelmajid Oulmers. Ele sofreu uma séria contusão no tornozelo durante um amistoso entre Marrocos e Burkina Faso em novembro de 2004. O jogador ficou oito meses parado, e o clube arcou com todas as despesas médicas e os salários neste período. Apoiado pelo G-14, o Charleroi pede uma indenização de chr(128) 1,25 milhão. O clube alega que, sem o jogador, teve reduzidas as chances tanto na Jupiler League como na Copa da Bélgica.

Kurth comentou que o G-14 pede uma proteção maior para os clubes, com mudanças no calendário. “As regras atuais favorecem de forma unilateral as federações nacionais e expõem os clubes a grandes riscos”, disse.