No começo dos anos 1990, o Genoa viveu seus melhores anos desde o período anterior à Segunda Guerra Mundial. Depois de passar quase cinco décadas como figurante no Calcio (descendo inclusive ao purgatório da terceira divisão), os Grifoni alcançaram um excelente quarto posto na temporada 1990/91, em plena Era de Ouro da Serie A. A boa colocação ainda levou a equipe a uma campanha de estreia histórica na Copa da Uefa, derrubando camisas pesadas e chegando às semifinais. Tudo isso comandado por um técnico que já havia marcado seu nome com um scudetto notável e pelo brilho de três estrangeiros que moram até hoje no coração dos tifosi rossoblù.

A tradição distante

Primeira grande força histórica do Campeonato Italiano, ainda na virada do século XIX para o XX, no período anterior à criação da Serie A, o Genoa conquistou seis das sete primeiras edições do torneio, entre 1898 e 1904, levantando a taça em outras três ocasiões até 1924. Quando a competição passou a ser disputada em formato de liga, na temporada 1929/30, o clube ainda mantinha um status respeitável e terminou com o vice-campeonato, atrás da Ambrosiana-Inter.

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Embora chegasse a ter uma passagem rápida pela Serie B em 1934/35, em geral fez boas campanhas neste primeiro momento, vencendo sua única Copa da Itália em 1937 e ficando ainda entre os cinco primeiros colocados em outras seis ocasiões, até 1943. Na mesma época, chegou a disputar quatro vezes (1929, 1930, 1937 e 1938) a prestigiosa Copa Mitropa, torneio entre clubes do centro da Europa que foi uma das inspirações para a criação, nos anos 50, da Copa dos Campeões.

Entretanto, no período pós-Segunda Guerra Mundial, que se inicia com o retorno da Serie A ao formato tradicional em 1946/47 (após alguns anos de campeonatos-tampões regionalizados nos últimos anos do conflito), o Genoa havia se transformado num clube ioiô. Foi rebaixado para a Serie B nada menos que seis vezes (1951, 1960, 1965, 1974, 1978 e 1984) e disputou até mesmo a Serie C em 1970/71. Do pós-Guerra até a temporada 1989/90, o clube esteve igualmente por 22 vezes na elite e 22 fora dela. E em apenas duas vezes havia ficado acima do décimo lugar: obteve um sétimo posto em 1949 e um oitavo em 1964.

Retornando à elite

Em 1989, o time dirigido por Franco Scoglio se sagrou campeão da Serie B, garantindo mais um acesso. Na volta à elite, os Grifoni trouxeram da Roma o experiente zagueiro Fulvio Collovati, campeão do mundo com a Azzurra em 1982, e decidiram resgatar uma antiga tradição de ídolos sul-americanos – como os argentinos Guillermo Stábile (nos anos 1930) e Juan Carlos Verdeal (anos 1940) e o uruguaio Julio César Abbadie (anos 1950) – na hora de preencher sua cota de três estrangeiros, apostando num trio da Celeste. O volante José Perdomo e o atacante Carlos Aguilera vieram do Peñarol, enquanto o meia-armador Rubén Paz, o mais experiente e badalado dos três, havia sido buscado no Racing.

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Porém, a campanha na temporada 1989/90 foi um tanto abaixo do esperado. O clube venceu apenas seis e empatou nada menos que 17 de seus 34 jogos. Só se salvou de uma nova queda na última rodada, ao bater o já rebaixado Ascoli em casa por 2 a 0. Dos três uruguaios, apenas Aguilera agradou, terminando como vice-artilheiro do time ao balançar as redes oito vezes (uma a menos que seu parceiro de ataque Davide Fontolan). Rubén Paz e Perdomo deixaram o clube ao fim da temporada (o primeiro retornou ao Racing, enquanto o segundo teve passagem meteórica pelo Coventry antes de assinar com o Betis), assim como técnico Scoglio, que seguiu para o Bologna.

Para o posto de treinador, o Genoa já vislumbrava o nome ideal. Osvaldo Bagnoli já havia marcado seu nome na história do Calcio pelos nove anos em que comandou o Verona. Trouxe os gialloblù de volta à elite em 1982, levou-os a um quarto lugar na Serie A (e a uma vaga na Copa da Uefa) logo na temporada seguinte e chegou ao topo com o inédito e surpreendente scudetto em 1984/85. Depois, com um time renovado, chegaria de novo a um ótimo quarto posto em 1986/87. Mas, enfrentando o progressivo enfraquecimento do elenco, além da crise financeira pela qual o clube passava, amargaria o rebaixamento em 1989/90.

Um desentendimento com os dirigentes também pesou em sua saída do clube scaligero. Os Grifoni, por outro lado, aguardavam-no de braços abertos. Tinham ambições que coincidiam com o patamar ao qual Bagnoli havia alçado o Verona na década anterior. Queriam manter o clube sempre na metade de cima da tabela, brigando por uma vaga nas copas europeias e quem sabe até pelo scudetto. Até porque havia uma forte motivação para isso ali mesmo em Gênova, vinda da metade blucerchiata da cidade.

Promovida de volta à elite junto com o Verona em 1982, a rival Sampdoria vivia período vitorioso: nas últimas seis temporadas, havia levantado três vezes a Copa da Itália e, depois de chegar à decisão da Recopa Europeia em 1989 e ser derrotada pelo Barcelona de Johan Cruyff, conquistaria o mesmo torneio no ano seguinte batendo o Anderlecht em Gotemburgo. Diante disso, os Grifoni não se conformavam mais em apenas transitar entre as duas primeiras divisões ou fazer figuração na elite. Queriam alçar voos mais altos.

Primeiro passo: uma ótima temporada no Calcio

Antes de tudo, porém, era preciso recompor o elenco, que perdera alguns nomes. O principal deles era o atacante Davide Fontolan, artilheiro da equipe, que seguiria a peso de ouro para a Internazionale (onde passaria a atuar em outra função, como ala ou ponta pelo lado esquerdo). Além dele – e dos uruguaios Perdomo e Rubén Paz –, também deixaram o clube o goleiro Attilio Gregori, que perdera a posição durante a temporada anterior e agora defenderia o rebaixado Verona, e o ponta Alberto Urban, que também desceria à Serie B para jogar pela Triestina.

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Aproveitando a realização da Copa do Mundo em solo italiano naquele verão europeu de 1990, o clube ficou de olho nas opções estrangeiras que despontariam. E foi rápido para fechar com uma das revelações do Mundial, o centroavante tchecoslovaco Tomas Skuhravy, vice-artilheiro do torneio com cinco gols, que defendia o Sparta Praga. Outra boa arma foi trazer de volta ao futebol italiano, na janela de transferências de novembro, o lateral-esquerdo Branco, que havia defendido o Brescia por duas temporadas, e agora estava no Porto. Sem muito sucesso em sua primeira passagem pelo Calcio, o brasileiro de chute poderoso ganhava nova chance de brilhar na Bota.

Além deles, bons reforços italianos também chegaram. Para o gol veio o experiente Ottorino Piotti, 36 anos, ex-Milan, Avellino e Atalanta. O meio-campo recebeu o talentoso armador Mario Bortolazzi, outro que contava com passagens por Milan e Atalanta no currículo, além de Fiorentina e Verona. Como opção ofensiva, veio o centroavante Marco Pacione, revelado pela Atalanta, e que fracassara na Juventus, mas restabelecera seu nome atuando e marcando por Verona e Torino. Os Grifoni trouxeram ainda em definitivo o meia e ponta-esquerda Roberto Onorati, da Fiorentina, que já havia defendido o clube por empréstimo na temporada do acesso.

Assim, o time-base para aquela temporada 1990/91 começava com Simone Braglia no gol. Revelado pelo Como, o arqueiro havia passado por Lecce e Monza, entre outros clubes menores, antes de aportar no Luigi Ferraris em 1989, aos 27 anos, sem nunca ter atuado numa partida da Serie A. Mesmo assim, ganharia a posição ao longo daquela temporada e se firmaria pelas seguintes. À sua frente, comandando o setor, jogava um ídolo dos tifosi rossoblù: o líbero e capitão Gianluca Signorini, vindo da Roma em 1988.

Multicampeão com a Juventus entre 1983 e 1987, o experiente Nicola Caricola começou a temporada atuando na lateral esquerda, mas logo passou a stopper com a chegada de Branco – o veterano Fulvio Collovati acabou indo para o banco. Pelos lados, o jovem Vincenzo Torrente era um lateral-direito mais defensivo, que apoiava pouco e quase fechava como um zagueiro. Tinha na reserva o mais rodado Armando Ferroni (ex-Fiorentina e Avellino). Enquanto isso, na esquerda, o brasileiro Branco tinha total liberdade no apoio, juntando-se com frequência ao meio-campo por aquela faixa, como um verdadeiro ala.

Com os avanços de Branco pela esquerda, o meio-campo passava a ser formado por cinco jogadores, num autêntico 3-5-2. Pelo meio, bem centralizado, havia um meia articulador, Mario Bortolazzi, e pelos flancos, os outros quatro jogadores formavam duplas (ou “alas”) que se revezavam no apoio e na cobertura. Pela direita, havia a revelação Stefano Eranio (no clube desde 1984 e crescendo a cada ano) e Gennaro Ruotolo, que chegaria em 1988 do Arezzo, aos 21 anos, para ficar até 2002 e se tornar o jogador com mais partidas pelos Grifoni na história. Pelo outro lado, o também já citado Roberto Onorati se juntava a Branco. Muito utilizado, o reserva Valeriano Fiorin era outro armador que compunha o elenco.

Na frente, a dupla de estrangeiros formada por Carlos “Pato” Aguilera e Tomas Skuhravy se completava perfeitamente e garantia os gols. Baixinho (1,62 m), rápido e habilidoso, o uruguaio dividia as alegrias da torcida com o tchecoslovaco alto (1,87 m), forte e exímio cabeceador, que celebrizou a comemoração com uma cambalhota – apesar do porte de zagueiro – completada com o braço erguido e o punho cerrado. Juntos, os dois anotariam 30 dos 51 gols da equipe na temporada 1990/91. O reserva Marco Pacione era o substituto imediato de Skuhravy.

Apesar de tudo, o começo foi um tanto hesitante. Nas primeiras nove rodadas, o time empatou seis jogos e só venceu um (3 a 0 sobre a Roma). Uma derrota para o Milan por 1 a 0 na estreia e uma goleada sofrida para o Bari (4 a 0, com dois gols do ponta brasileiro João Paulo) completaram a sequência. A primeira arrancada viria justamente a partir do clássico diante da Sampdoria, que ocupava a liderança isolada, em 25 de novembro de 1990.

Aos 27 minutos, Eranio recebeu e chutou colocado, no ângulo de Pagliuca para abrir o placar. Na etapa final, logo aos quatro minutos, Braglia derrubou Mancini na área, e Vialli converteu o pênalti, igualando o marcador. Mas também na bola parada viria o segundo gol rossoblù, aos 29 minutos: Branco encheu o pé em uma de suas famosas “bombas santas”, estufando a rede outra vez no ângulo de Pagliuca, num gol que está até hoje na memória dos tifosi.

O triunfo no clássico foi seguido por uma boa vitória em casa sobre o recém-promovido Parma (2 a 1), um empate diante da Lazio em Roma (1 a 1) e uma goleada sobre o Cesena, também em casa (4 a 1), resultados que alçaram o time da metade de baixo da tabela ao sexto lugar isolado. Porém a posição seria perdida na virada do ano com as derrotas nas duas partidas seguintes, ambas fora de casa, contra o Cagliari (1 a 0, num frangaço de Braglia) e a co-líder Internazionale (2 a 1).

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Nas duas últimas rodadas do primeiro turno, entretanto, o sexto posto seria recuperado com duas boas vitórias. Primeiro, contra a Atalanta em casa, com Onorati e Skuhravy estabelecendo 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Depois, outro gol de Skuhravy, na raça, e alguns milagres de Braglia no gol derrubariam a Juventus em pleno estádio Delle Alpi (1 a 0). A primeira metade do returno seria novamente oscilante, mas depois de vencer em sequência o Bari (3 a 1), o Bologna (3 a 0 fora de casa) e a Fiorentina (3 a 2), os Grifoni chegariam ao quarto lugar isolado, atrás apenas da rival Sampdoria e da dupla de Milão.

O bom momento sofreria um duro golpe na visita ao Torino. Depois de os grenás abrirem 3 a 0 em menos de meia hora de partida, com dois gols do iugoslavo Skoro e um de Bresciani, Aguilera comandou a reação, marcando duas vezes. Porém, a resposta parou por aí: Dino Baggio fez o quarto para o Toro, e um gol contra de Caricola fecharam o placar em dilatados 5 a 2 para os donos da casa. O Genoa demorou um pouco a entrar nos eixos: empatou sem gols o clássico do returno com a Sampdoria e perdeu para o ascendente Parma, rival direto por uma vaga europeia, por 2 a 1 fora de casa.

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O revés no Ennio Tardini, na 28ª rodada, seria o último dos rossoblu na liga. Ajudado pelos tropeços dos rivais em meio ao equilíbrio da competição, o time não caiu muito na tabela e logo se recuperou: bateu a Lazio (3 a 1) e arrancou um empate com o Cesena fora de casa (1 a 1). Contra o Cagliari no Luigi Ferraris, chegou a estar duas vezes atrás no marcador, mas reagiu e empatou em 2 a 2. Nos últimos três jogos, receberia Inter e Juventus em casa e sairia para enfrentar a Atalanta (com quem empataria em 0 a 0).

Nas duas partidas como mandante, os Grifoni colheriam dois resultados memoráveis. A Inter de Giovanni Trapattoni vinha em terceiro, mas já sem chances de título. Tinha, porém, um grande esquadrão que, naquele momento, seguia vivo na briga paralela pelo caneco da Copa da Uefa. E ainda um tabu: desde 1958 não perdia para o Genoa (já eram 24 jogos de invencibilidade pela Serie A mais quatro pela Copa da Itália). Mas este começou a cair ainda no primeiro tempo, quando Ruotolo tabelou com Bortolazzi e venceu Zenga, abrindo o placar aos 38 minutos. Na etapa final, Skuhravy de cabeça e Aguilera cobrando pênalti fecharam o marcador em expressivos 3 a 0, colocando de vez o time como candidato a uma vaga europeia.

Já a partida da última rodada era decisiva para ambas as partes. Genoa e Juventus brigavam diretamente por uma das três vagas restantes na Copa da Uefa (a Inter já estava matematicamente garantida), tendo ainda Torino, Parma e – um pouco mais atrás – o Napoli como outros concorrentes. Aos 20 minutos de jogo no Luigi Ferraris, pouco depois de os bianconeri sofrerem um abalo com a saída de Roberto Baggio lesionado para dar lugar ao jovem Paolo Di Canio, Branco acertou mais um pombo sem asas e abriu o placar para os genoveses. No primeiro minuto da etapa final, Skuhravy recebeu lançamento, encontrou a defesa adversária toda aberta e não teve dificuldade para balançar as redes, fechando a vitória em 2 a 0.

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Com o resultado, o Genoa garantia a quarta colocação, sua melhor posição na Serie A desde 1942. Além disso, terminava a temporada invicta em casa na liga (feito só igualado naquele ano pelo Torino) e se classificava para uma copa europeia pela primeira vez em sua história. De quebra, ainda deixava a poderosa Vecchia Signora de fora de todos os torneios continentais. A única má notícia para os tifosi era a conquista inédita do scudetto pela rival Sampdoria, decretada matematicamente na penúltima rodada.

Para dois jogadores rossoblu em especial, a temporada havia sido ainda mais recompensadora. A dupla da ala direita, Stefano Eranio e Gennaro Ruotolo, chegaria à seleção italiana de Azeglio Vicini naquele período. Eranio estrearia em 22 de dezembro de 1990, na partida contra o Chipre em Limassol pelas Eliminatórias da Euro 92 e faria outros sete jogos com a camisa azzurra como jogador do Genoa (os dois últimos, já sob o comando de Arrigo Sacchi, substituto do demissionário Vicini a partir de novembro de 1991).

Ruotolo, por sua vez, entraria em campo apenas em uma ocasião, em 12 de junho de 1991, na vitória por 2 a 0 sobre a Dinamarca pelo Torneio Scania 100, disputado na Suécia, que também contou com a seleção da casa e a União Soviética. Os dois jogadores foram os primeiros atletas dos Grifoni a entrarem em campo numa partida oficial pela Itália desde 1960.

Fazendo história na Europa

O Genoa teve apenas uma baixa para a temporada 1991/92: o goleiro reserva Piotti, que se aposentou. Para seu lugar, o clube trouxe o quase desconhecido Gianluca Berti do pequeno Olbia, da Serie C. Fora isso, o elenco ganhou um pouco mais de profundidade, visando à disputa da Copa da Uefa: o meia Andrea Bianchi, prata da casa que andava pela Lucchese, na Serie B, retornou à Ligúria. E para o ataque chegou o reforço mais credenciado: o experiente Maurizio Iorio, vencedor do scudetto com a Roma em 1983 e com passagens também por Verona, Fiorentina e Internazionale, além de ter integrado a seleção olímpica italiana quarta colocada nos Jogos de Los Angeles, em 1984.

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Curiosamente, o primeiro adversário na Copa da Uefa tinha vários pontos em comum com o Genoa. O espanhol Real Oviedo tivera sua era de maior glória nos anos 1930 e 1940, quando contou com o futebol do atacante Isidro Lángara, mas passara boa parte das décadas seguintes oscilando entre divisões. Retornara à elite em 1988, após 12 temporadas de fora (que incluíam uma passagem rápida pela terceira divisão em 1978/79), e conquistara um ótimo sexto lugar na liga em 1990/91, terminando invicto em seu estádio Carlos Tartiere. E como os Grifoni, também fazia sua estreia em copas europeias.

Além do recém-contratado ponta romeno Marius Lacatus, vindo da Fiorentina, o time do técnico Javier Irureta tinha ainda entre seus destaques um quarteto de jogadores em boa fase e recentemente chamados pela seleção espanhola: o zagueiro Luís Manuel, os meias Berto e Bango e o atacante Carlos. Um deles, Bango, marcaria o único gol da primeira partida, na Espanha, após uma cobrança de escanteio. O Genoa chegou a ter uma chance salva em cima da linha e um gol anulado por toque de mão, mas não conseguiu melhorar sua situação para o jogo de volta. Uma missão um tanto complicada o aguardava.

A partida no Luigi Ferraris, jogada em 3 de outubro, foi repleta de tensão – e com muita reclamação por parte dos espanhóis quanto à arbitragem do alemão Aron Schmidhuber. O primeiro gol foi do Genoa, aos 21 minutos da etapa inicial: após cobrança de falta levantada na área, Skuhravy ajeitou de cabeça para Aguilera, que cruzou de novo fechado para nova cabeçada do artilheiro grandalhão. O Oviedo empataria aos 37, com o oportunista Carlos aproveitando o rebote de um choque entre Braglia e Signorini.

Melhor no jogo, o Oviedo criou chances para virar o placar: Braglia deteve um tiro perigoso de Carlos após desvio na defesa. E logo em seguida, os ovetenses protestaram muito um pênalti não marcado de Signorini em Berto. Mais tarde, após uma falta dura de Torrente em Lacatus, o ponta romeno foi expulso por reclamação. Na saída do gramado, enquanto reclamava de ter sido atingido por objetos atirados pelo público, foi quase arrastado para fora por Branco – e o jogo descambou de novo para a confusão.

Com a partida reiniciada, Torrente – que já tinha cartão amarelo pela falta em Lacatus – deu uma voadora em Carlos, mas escapou de ser expulso pelo árbitro. Aos 28, o Genoa passaria novamente à frente no placar com um chutaço de fora da área de Caricola, aproveitando uma sobra de jogada aérea. Impondo pressão aos espanhóis, os rossoblu acabariam chegando ao gol da classificação aos 44 minutos, numa bola alçada por Ruotolo da ponta direita que Skuhravy cabeceou subindo mais do que toda a defesa asturiana.

O segundo adversário seria o Dinamo Bucareste, que eliminara o Sporting Lisboa na prorrogação na fase anterior. Os romenos contavam com vários jogadores que defendiam ou defenderiam sua seleção, como o goleiro Bogdan Stelea, os zagueiros Gheorghe Mihali e Anton Dobos, o lateral Tibor Selymes e o meia Dorinel Munteanu. Mas, jogando em casa, o Genoa se impôs na primeira partida. Aos 15 minutos, Aguilera recebeu lançamento e abriu o placar. Sete minutos depois, Skuhravy escorou cruzamento alto e Branco, fazendo as vezes de centroavante, só tocou para as redes, ampliando.

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Na etapa final, Aguilera cobrou pênalti após toque de mão e aumentou a vantagem. No fim, entretanto, houve ainda um motivo de preocupação, com o gol de honra do Dinamo, um chute de longe de Munteanu que desviou em Signorini. O tento fora de casa daria aos romenos a chance de jogarem por um 2 a 0 em Bucareste. Mas na partida de volta, quem chegou a abrir este placar foram os rossoblù: logo aos sete minutos, Aguilera invadiu pela esquerda, o goleiro espalmou seu chute, mas a bola bateu na perna do zagueiro Adrian Matei e tomou o caminho das redes. Depois, Onorati se aproveitou da uma linha de impedimento malfeita pela defesa romena e serviu a Aguilera para ampliar.

O Dinamo ainda chegaria ao empate, com gols de Gabor Gerstenmajer e de Tudorel Cristea – este já nos minutos finais. Mas a classificação ficaria mesmo nas mãos dos italianos. Ironicamente, o adversário na etapa seguinte seria outro romeno, e precisamente o arquirrival do Dinamo, o Steaua Bucareste. Desta vez, os Grifoni jogariam a ida fora de casa. E ainda teriam que superar dois desfalques importantes: o do goleiro Braglia, com pneumonia, e o capitão Signorini, substituído por Collovati.

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Os Militarii, comandados pelo lendário Emerich Jenei, contavam com o zagueiro Nicolae Ungureanu e o atacante Ilie Dumitrescu, ambos da seleção romena, além de uma nova safra que em breve também vestiria a camisa da equipe nacional, entre eles o goleiro Dumitru Stingaciu, o volante Constantin Galca, o meia Nica Panduru e o atacante Ion Vladoiu. Mas o Genoa não se impressionou e saiu com a vitória: aos 20 minutos, pouco depois de Berti salvar um ataque romeno aos pés de Dumitrescu, Branco fez lançamento longo, que Skuhravy acompanhou e recebeu, aproveitando-se da hesitação da defesa, para marcar.

Na partida de volta, o Genoa dominou, especialmente no segundo tempo. Acertou a trave com Ruotolo, teve uma bola espirrada salva em cima da linha pela defesa romena e enfim marcou, aos 16 minutos, com Aguilera pegando um rebote mal espanado pela retaguarda do Steaua. Stingaciu ainda salvou uma bonita cabeçada de Skuhravy e uma finalização cara a cara de Ruotolo, evitando uma derrota maior, não deixando dúvidas da superioridade dos Grifoni no jogo e na eliminatória.

Os prognósticos para as quartas de final dividiam os oito classificados meio a meio em dois grupos bem distintos. De um lado, os favoritos: os gigantes Real Madrid, Liverpool e Ajax, mais o Torino, que contava com elenco experiente e consistente e vivia um período de restabelecimento como força no Calcio. Do outro lado, o bloco dos azarões, que incluía o Genoa, juntamente com os belgas do Gent, os tchecos do Sigma Olomouc e os surpreendentes dinamarqueses do B1903, que haviam despachado o poderoso Bayern de Munique com uma goleada de 6 a 2 na segunda fase. E o sorteio colocou frente a frente um de cada grupo em todos os confrontos.

O Genoa escapou do Real Madrid, do Ajax (por ora) e do confronto caseiro com o Torino. Mas não do Liverpool. Dirigidos pelo antigo ídolo Graeme Souness, os Reds – que retornavam às copas europeias seis anos depois do banimento em virtude da tragédia de Heysel – viviam período de reformulação. Após um longo período de hegemonia no futebol inglês (e até, por vezes, no europeu), o clube havia passado em branco na temporada anterior, com um vice-campeonato na liga como melhor resultado.

Ainda assim, alguns astros haviam permanecido, entre eles Ian Rush e John Barnes, que se juntavam a reforços caros trazidos antes do começo da campanha, como o zagueiro Mark Wright, o ponta Mark Walters e o atacante galês Dean Saunders, e promessas alçadas da base, como Steve McManaman e Jamie Redknapp. Com eles, o Liverpool havia despachado o Kuusysi Lahti finlandês na primeira fase, revertido uma derrota por 2 a 0 sobre o Auxerre na França com um 3 a 0 em Anfield, e em seguida passado sem dificuldades pelo Tirol Innsbruck austríaco, vencendo os dois jogos.

A primeira partida, jogada em 4 de março de 1992 no Luigi Ferraris, foi amplamente dominada pelo Genoa. No primeiro tempo, Ruotolo foi lançado na ponta por Eranio, deu um chapéu em Mike Marsh e chutou forte para a defesa de Mike Hooper. Na primeira sobra, a cabeçada de Skuhravy acertou o travessão. E na volta, o chute do tcheco foi travado por Mark Wright. Na etapa final veio primeiro gol dos donos da casa, um tanto ao estilo inglês: numa bola longa para área, Skuhravy raspou de cabeça e a tentativa de corte da defesa foi parar no pé do meia Valeriano Fiorin, que encheu o pé esquerdo num sem-pulo.

A dois minutos do fim, numa troca de passes na intermediária do Liverpool, Ruotolo foi derrubado, e o árbitro austríaco Hubert Forstinger apitou a falta. Branco apanhou a bola, ajeitou no local da marcação e tomou distância. Correu e soltou um foguete de seu pé esquerdo que explodiu de maneira inapelável no ângulo de Hooper. A bola ainda fez uma curva para fora, matando de vez qualquer chance de defesa do arqueiro dos Reds. Era o segundo gol, que já dava uma vantagem mais confortável aos italianos.

Em Anfield, tudo o que o Liverpool esperava era uma repetição do duelo contra o Auxerre de duas fases antes: perdido por dois fora de casa, vencido por três em casa. Assim, trataram de sufocar o Genoa desde o primeiro minuto, apertando a saída de bola e finalizando sempre que a chance aparecia. Mas Braglia no gol tinha uma atuação bastante firme e segura. E os Reds receberiam seu primeiro grande golpe aos 27 minutos da etapa inicial: Onorati abriu na direita para Ruotolo, que avançou e cruzou alto. A zaga afastou mal e a sobra ficou com um desmarcado Aguilera, que fuzilou Hooper para abrir a contagem.

Na comemoração Aguilera fez uma dancinha, e a torcida da casa foi para o intervalo em silêncio. Mas logo no começo da etapa final, faria barulho de novo: Barnes cruzou da direita e Ian Rush cabeceou diante de um Braglia sem reação. Era o empate. O centroavante galês foi buscar a bola no fundo das redes, convocando time e torcida para a virada milagrosa. Mas faltou combinar com o Genoa. Foi um bombardeio. Mas Braglia, a defesa rossoblù e a própria falta de pontaria dos Reds impediam a mudança no placar. Até que aos 27 minutos Eranio avançou, tabelou com Skuhravy, viu a defesa parar e então apenas rolou para Aguilera colocar de novo os Grifoni em vantagem, selando a classificação às semifinais.

A vitória foi histórica: a primeira de uma equipe italiana em Anfield pelas copas europeias. Nos outros três confrontos das quartas de final, os favoritos avançam, com maior ou menor dificuldade. Ajax, Real Madrid e Torino seguem às semifinais. Outro grande confronto aguarda pelos genoveses: o sorteio colocou no caminho o time de Amsterdã, dirigido por um técnico em ascensão chamado Louis Van Gaal e repleto de jogadores jovens, porém já bastante experientes – vários deles já haviam levantado a Recopa europeia pelos Ajacieden cinco anos antes e até mesmo disputado a Copa do Mundo de 1990.

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Logo na primeira jogada de ataque da partida, o Ajax abriu o placar: John Van’t Schip cruzou da direita e o sueco Stefan Petterson cabeceou no canto de Braglia. Na etapa final, num lance confuso, os holandeses ampliariam: Petterson recebeu na área e tocou na saída de Braglia. O lance sobrou para a finalização de Winter, mas Signorini, em cima da linha, pareceu ter salvado. A bola bateu no travessão e voltou. Enquanto a marcação ou não do gol era disputada por atletas dos dois times, Bryan Roy apanhou o rebote e chutou, agora sim inapelavelmente, para as redes. O Genoa teria uma montanha para escalar.

A reação, porém, começou aos 28 minutos num chute de Ruotolo do bico da área, que Stanley Menzo espalmou nos pés de Aguilera. O uruguaio não perdoou. Aos 35, outra vez Aguilera entraria em ação, desviando um cruzamento vindo da esquerda. Menzo se atrapalhou com a bola (embora não tenha ficado claro se ela de fato entrou), e o empate enlouqueceu o estádio Luigi Ferraris. Mas uma ducha de água fria viria aos 44 minutos. Aron Winter apanhou uma bola perdida na intermediária defensiva holandesa, cruzou a linha central e entregou a Bergkamp. O camisa 10 limpou a marcação e abriu na direita, devolvendo a Winter. O meia só teve o trabalho de tocar por cima de Braglia, anotando o terceiro do Ajax, o gol que valeu a vitória e deixou os Ajacieden com um pé na final.

Mesmo precisando vencer, Bagnoli arma o Genoa fechado para o jogo de volta. A ideia é não dar espaço ao adversário e tentar levar perigo explorando os contra-ataques. Diante do lamentado desfalque de Aguilera, suspenso por cartões amarelos, o experiente Maurizio Iorio entra no ataque. E foi ele quem abriu o placar aos 38 minutos do primeiro tempo, recebendo ótimo passe de Skuhravy e batendo cruzado para vencer Menzo. Ainda na etapa inicial, os italianos reclamam de um pênalti não marcado de Frank de Boer sobre o grandalhão centroavante tcheco.

Porém, logo aos dois minutos do segundo tempo, Jonk chutou de longe, Braglia apenas espalmou, e Bergkamp apareceu rápido tocando para as redes. O empate em 1 a 1 pôs um fim ao sonho europeu dos Grifoni, mas deixou também a sensação de uma grande campanha cumprida – ainda que o clube não tenha dado sequência nas temporadas posteriores do Calcio. Tanto que os jogadores rossoblù, ao final da partida em Amsterdã, dirigiram-se ao setor onde estavam seus torcedores para agradecer o apoio durante toda aquela trajetória, que marcaria a história do clube.

Após a grande campanha

Mesmo com o foco nos compromissos europeus, a equipe também conseguiu cumprir campanha razoável na liga durante boa parte da temporada. Depois de chegar a ocupar a terceira posição entre a sexta e a oitava rodadas, foi para a pausa de fim de ano em quarto. Da metade de abril em diante, no entanto, a ressaca da eliminação na Copa da Uefa pesou: o time perdeu seus seis últimos jogos e terminou na primeira posição acima da zona da degola – ainda que bem à frente (sete pontos) do melhor rebaixado, o Bari.

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Na temporada seguinte não foi mais possível suportar o assédio por alguns de seus destaques: Carlos Aguilera acabou negociado com o Torino, enquanto Stefano Eranio foi se juntar ao elenco estelar do Milan. O clube até que conseguiu contrabalançar com reforços de bom nível: o holandês John Van’t Schip, campeão daquela Copa da Uefa com o Ajax, chegou para a meia direita e o rodado Michele Padovano veio do Napoli como novo nome do comando do ataque.

Além deles, o experiente Stefano Tacconi (ex-Juventus e reserva de Zenga na Azzurra no último Mundial) chegou como nome de peso para o gol – enquanto o antigo titular Simone Braglia descia à Serie C para defender o Perugia. O clube ainda contou com o retorno do lateral-esquerdo Andrea Fortunato (trazido do Como em 1991, mas emprestado ao Pisa logo em seguida após um desentendimento com o auxiliar técnico Sergio Maddè) e promoveu em definitivo um bom valor da base, que havia atuado apenas uma vez na temporada anterior: o zagueiro e lateral-direito Christian Panucci.

Outra boa opção foi o ponta russo Igor Dobrowolski, que havia sido contratado em agosto de 1990, mas em virtude da antiga restrição do número de estrangeiros, havia sido emprestado primeiro ao Castellón e em seguida ao Servette. Com a nova regulamentação que passou a vigorar naquela temporada 1992/93 – pela qual os clubes passaram a poder contar com até cinco estrangeiros no elenco, ainda que apenas três pudessem ser relacionados –, o jogador finalmente pôde ser integrado à equipe rossoblù. Mas não esquentou lugar: logo seria novamente emprestado, agora ao Olympique de Marselha.

Apesar da movimentação no mercado, a temporada transcorreu de modo um tanto caótico, em parte pela saída do técnico Osvaldo Bagnoli, que recebera uma proposta irrecusável da Internazionale. Seu substituto, Bruno Giorgi, vindo da Atalanta, seria demitido após a nona rodada. Luigi Maifredi, ex-treinador de Bologna e Juventus, entrou em seu lugar, mas ele próprio ficaria só até o fim de fevereiro, deixando o time na zona de rebaixamento. No restante da temporada, a equipe seria conduzida pelo interino Claudio Maselli.

A salvezza viria somente na última rodada, por um ponto, obtido com o empate em 2 a 2 diante do campeão Milan no Luigi Ferraris, graças a um gol de Fortunato a dez minutos do fim. O lateral seria negociado com a Juventus na temporada seguinte e se destacaria a ponto de ser convocado para a seleção italiana e estar incluído nos planos de Arrigo Sacchi para a Copa do Mundo de 1994. Mas em maio daquele ano seria diagnosticado com um tipo raro de leucemia, vindo a falecer em abril de 1995, aos 23 anos.

Embora tivesse contado com jogadores experientes, como o armador húngaro Lajos Détári, o atacante japonês Kazu Miura e o volante holandês Marciano Vink (outro do time do Ajax que eliminara os Grifoni na Copa da Uefa de 1992), o Genoa também se limitaria a brigar contra o descenso nas duas próximas temporadas: salvou-se matematicamente outra vez na última rodada em 1993/94 e na seguinte ganharia uma sobrevida ao bater o Torino no jogo derradeiro por 1 a 0, gol de Skhuravy, habilitando-se para decidir o último rebaixado em jogo extra contra o Padova em Florença.

Após empate em 1 a 1 nos 90 minutos (com outro gol de Skhuravy, igualando após Vlaovic ter aberto a contagem para o Padova), a decisão foi para os pênaltis. O Genoa chegou a abrir 2 a 0 de vantagem nas primeiras cobranças, mas, numa reviravolta, Dario Marcolin teve seu chute defendido por Bonaiuti, enquanto Fabio Galante bateu para fora, já nas alternadas. A derrota por 5 a 4 na marca penal decretou o rebaixamento dos Grifoni. Três anos depois de flertarem com um título europeu, os rossoblù se deparariam com o lado amargo da moeda.

No time rebaixado ainda estavam sete dos 11 titulares semifinalistas da Copa da Uefa – além das já citadas saídas de Braglia, Eranio e Aguilera, Branco retornou ao Brasil em meados de 1993 para defender o Grêmio. Mas logo em seguida, o capitão Signorini rumaria para o Pisa, encerrando a carreira dois anos depois. O líbero faleceria em 2002, vitimado pela esclerose lateral amiotrófica, levando o clube genovês a aposentar sua camisa 6. Skuhravy saiu pouco depois, em janeiro de 1996, negociado com o Sporting.

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Dos que permaneceram, Torrente e Ruotolo foram os mais longevos, ficando até 2000 e 2002, respectivamente, e subindo às primeiras posições na lista de jogadores com mais partidas com a camisa rossoblù. Mas não defenderiam mais os Grifoni na Serie A: o clube só retornaria em 2007 à elite, onde está até hoje. Entretanto, aquela equipe do início da década de 1990 ficou eternizada no coração dos tifosi. Em 2013, quando das comemorações dos 120 anos do clube, nada menos que sete nomes daquele time foram incluídos na seleção histórica do Genoa, eleita pelos torcedores.

Quinzenalmente, o jornalista Emmanuel do Valle publica na Trivela a coluna ‘Azarões Eternos’, rememorando times fora dos holofotes que protagonizaram campanhas históricas. Para visualizar o arquivo, clique aqui.