Quando o assunto na conversa é Giuseppe Rossi, sempre se houve lamentos sobre o que o atacante italiano poderia ter sido, não fossem as renitentes lesões no joelho. Mas no que depende do atacante italiano de 31 anos, a motivação para retornar aos gramados está intacta. Em recuperação da quinta lesão no joelho de sua carreira – e a terceira no ligamento cruzado anterior -, Rossi comentou sobre as idas e vindas provocadas pelos problemas físicos.

Primeiramente, o atacante reconheceu a chateação causada pelos problemas: “Quando me sento e penso nisso, fico irritado, e isso começa a dar voltas na minha cabeça. Cada lesão tem sua história – perdi algo com elas, fosse uma Copa do Mundo, uma Euro, ou uma grande transferência. Mas o sonho não acaba, e estou aqui vivendo o sonho que sempre quis, e continuo tentando ganhar o que perdi. Sempre acontecia [um problema] quando eu estava jogando em alto nível, e estava destinado a ter uma grande temporada, sempre me impediu de conseguir coisas maiores. Foi duro. Mas para mim, pensar no que poderia ter sido foi uma perda de tempo”.

Depois, voltou a animação: “Eu tinha de me animar, dizer a mim que todo o trabalho que estava fazendo tinha um propósito”. Finalmente, o jogador afastou enfaticamente qualquer possibilidade de pensar em encerrar a carreira: “Eu me sacrifiquei demais para fazer isso. Amo demais esse jogo, nunca poderia deixá-lo e dizer que acabou. Nada pode me tirar do futebol, é meu queridinho, meu amor”.

Em treinamentos no New York Red Bulls, Rossi celebrou a possibilidade de voltar, em sua passagem pelo Genoa, lembrando a reestreia contra a Juventus, pelas oitavas de final da Copa da Itália, no fim do ano passado: “Retornar foi algo grande para mim. Tinha muitas emoções, e precisei controlá-las durante a partida. era um círculo que se fechava”. Sem contrato após deixar o clube genovês, o atacante objetiva: “Meu trabalho agora é mostrar que voltei, me divertir de novo e poder ajudar qualquer time em que eu esteja”.