Antoine Griezmann ficou fora dos finalistas do prêmio The Best, da Fifa, que escolhe os melhores do mundo no ano. Campeão da Liga Europa pelo Atlético de Madrid e da Copa do Mundo pela França, Griezmann esteve entre os melhores do Mundial, segundo a Fifa. No prêmio da temporada, ele não desbancou Mohamed Salah, Luka Modric e Cristiano Ronaldo, os finalistas. Em entrevista ao jornal francês L’Equipe, na concentração da seleção francesa, o atacante falou sobre as premiações individuais, sobre a Copa e também sobre o Atlético de Madrid. Aos 27 anos, Griezmann acha que deve estar entre os finalistas da Bola de Ouro, da revista France Football, prêmio que ainda não teve os finalistas divulgados.

LEIA TAMBÉM: Griezmann: “O Atlético fez muito esforços e com o treinador que temos, estamos certos que irá funcionar”

Lembranças da Copa

“O momento que a taça é levantada. Eu acredito, de fato, que nós ainda não demos conta. Os pequenos detalhes nos ajudam: a segunda estrela na camisa, as fotos que descobrimos nos corredores de Clairefontaine… Mas como nós raramente paramos, por quase 20 dias, não tivemos tempo de perceber”, afirmou o jogador.

Uruguaios

“Você sabe que me dou bem com eles [Diego Godín e José Giménez, companheiros de Atlético de Madrid]. Eles me agradeceram por não comemorar o meu gol, o que foi normal. Depois do jogo das quartas de final [vitória da França sobre o Uruguai por 2 a 0], de qualquer forma, eles torceram por nós. Os espanhóis, por outro lado… (ele ri). Contudo, todo mundo nos deu parabéns”.

Colônia francesa no Atlético

“Sim, com TomTom [Thomas Lemar] chegando e Lucas [Hernández], nós ganhamos peso no vestiário. Nós também temos um fisioterapeuta francês”.

França 4×3 Argentina

“Talvez tenha sido o jogo mais louco, sim. Mas o ponto de virada foi contra o Peru [vitória por 1 a 0, segundo jogo da fase de grupos]. No primeiro jogo, contra a Austrália [2×1], nós estávamos no 4-3-3 e não funcionou. Não tínhamos perna, não acreditávamos no nosso jogo. O técnico decidiu ir para 4-4-2. Foi difícil porque o Peru jogou uma grande partida. Mas nós defendemos bem e nós pensamos que tínhamos que jogar assim até o fim. Contra a Argentina, por outro lado, nos deu muita confiança”, afirmou Griezmann.

“Foi incrível, até o terceiro gol deles nós pensamos que estava acabado. Além disso, nós jogamos na Argentina [a maioria dos torcedores em Kazan era da Argentina]… Foi uma partida como queremos ver na TV”, disse o jogador.

Mudança tática

“O técnico sabia que nós estávamos acostumados ao 4-4-2 e nós não tivemos tempo de nos acostumarmos a outra filosofia. Nós nos sentimos bem nesse sistema e escolhemos continuar assim”.

Quando sentiu que poderiam ser campeões

“Depois do apito final contra a Bélgica [vitória por 1 a 0, nas semifinais]. Era por isso que estava chorando no gramado. Eu ajoelhei e comecei a chorar. Os caras vieram até mim e disseram: ‘Não, espere, ainda tem um jogo’. Eu tinha confiança em como nós iríamos jogar a final, não importava quem seria o adversário. Mas depois da semifinal, o estresse caiu. Eu estava feliz”.

Prêmio The Best sem franceses

“É estranho e uma pena. É um prêmio da Fifa, certo? E a Copa do Mundo é organizada pela Fifa, certo? Nós ganhamos a Copa do Mundo e não há franceses entre os finalistas. São eleições, mas me surpreende que não tenha nenhum campeão do mundo”.

Bola de Ouro, da France Football

“Sim, eu penso sobre isso, especialmente porque me sinto mais perto. Quando eu terminei em terceiro em 2016, eu perdi duas finais. Agora, eu ganhei três [Liga Europa, Copa do Mundo e Supercopa da Europa]. A Bola de Ouro é um prêmio de prestígio e, para um jogador, é o ápice. Não há nada melhor, nada mais alto. Há outros troféus, Copa do Mundo, Eurocopa, mas não é a mesma coisa”.

Seria injusto você não vencer?

“Injusto não. Mas eu me perguntaria o que mais eu posso fazer… Eu ganhei três títulos, eu fui importante em momentos decisivos. Mas eu não voto”.

É favorito?

“Comparando 2016 e agora, para mim, eu deveria estar entre os três. Em 2016, eu perdi duas finais, eu estava entre os três. Agora eu ganhei três finais. Então, o normal seria estar lá”.

Quem seriam seus cinco finalistas da Bola de Ouro?

“Rapaz, isso é um problema [ele ri e Pogba aparece na entrevista]. Eu diria Pogba porque ele é bonito! Não, francamente, cinco favoritos é difícil…”

Mbappé não te colocou entre os cinco melhores dele em entrevista à France Football

“Você tem que perguntar para ele. Talvez tenha sido [um descuido]. Ou talvez ele não goste do meu futebol [ele cai na gargalhada]. Todo mundo tem as suas opiniões”.

Permanência no Atlético de Madrid

“Eu me sinto importante neste clube, que me mostrou amor. E os líderes sabiam disso, que para ficar, eu queria garantias esportivas. O clube fez esforços extraordinários. As contratações correspondem ao que precisávamos. A chegada de TomTom é boa para nós. E junto com Lucas, nós fazemos tudo para fazê-lo se sentir bem, particularmente com as traduções”.